O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 19/10/2017
O novo mal do século
No período caracterizado como século XIX, a literatura brasileira caminhava em moldes da escola literária romântica, tendo como características o Ultrarromantismo. A juventude poética da época, representada por Álvares de Azevedo, apresentava-se “mergulhada” em sentimentos obscuros e indefinidos. Não distante disto, hodiernamente, a população jovem brasileira encontra-se “submersa” em mágoas e inferioridades, comprometendo, assim, as reações juvenis. Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse.
Aliás, o aumento significativo de depressão entre os jovens, no Brasil, tem contribuído, diretamente, para ascensão de uma deficiência na relação jovem-sociedade que, na grande quantidade dos casos, tem suas “raízes” em constrangimentos e humilhações escolares, levando traumas a toda vida. Segundo o especialista em saúde Dráuzio Varella, 5% dos adolescentes, em território nacional, possuem a doença crônica, e essas doenças vem sendo consequências de traumáticas brincadeiras relacionada à sexualidade, imagem física, desenvolvimento intelectual, entre outras. Tendo isso em vista, torna-se preciso uma maior visualização em meios escolares.
Outrossim, com o acréscimo de números de vítimas da depressão, as formas de comunicações entre o jovem afetado e a sociedade encontra-se, notoriamente, comprometida, afetando, em grandes quantidades, os jovens concebidos sem um planejamento familiar. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais é característica da “Modernidade Liquida”, vivida no século XX. Seguindo o pensamento do sociólogo, podemos observar que, com as novas organizações precoce familiar as “solidezes”, citadas em livros pelo autor, têm suas dissoluções, ocasionando uma falta de preparação familiar, e como consequências, desorganizações psicológicas.
A segunda geração romântica, em solo brasileiro, obtivera seu fim, todavia os sentimentos característicos da escola literária ainda persistem no momento atual. Destarte, é preciso promover ações que realmente possam alterar esse quadro. Em primeiro momento, é imprescindível que o Ministério da Educação, em consonância com as escolas em geral, realize uma conscientização sobre a importância de um respeito ao próximo e uma futura organização familiar adequada, para jovens e adolescentes, por meio de palestras, debates e jogos educativos, com o intuito de assim, gradativamente, atenuar o mal do século.