O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/10/2019

Conhecida popularmente como o “o mal do século XXI”, muito tem-se discutido sobre a depressão no Brasil e no mundo. Tais discussões põem em pauta as causas, formas de prevenção, tratamento e até mesmo sua real existência, contestada, não raras as vezes, pelos mais céticos. Não são poucos os estudos e pesquisas que tentam desvendar os motivos por trás de tal fenômeno, que atinge grande parte da população por todo o globo, principalmente os jovens. O número de quadros depressivos confirmam previsões realizadas há anos atrás por organizações como a OMS, que estava certa ao presumir o aumento da doença na modernidade. Faz-se necessário, portanto compreender os motivos e as formas de reduzir o aumento da depressão no país, com destaque aos mais atingidos: a juventude.

São inegáveis a progressiva amplificação da depressão e seu alto índice no Brasil. Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, entre 2005 e 2015 o número de casos da doença cresceu 18%, mundialmente. Além disso, 5,8% da população brasileira sofre com a doença, o que significa mais de 11,5 milhões de pessoas, que, em grande parte, são jovens e adolescentes. Essa realidade torna evidente a necessidade de se pensar em medidas que tenham por objetivo deter esse crescimento, tanto em forma de profilaxia como identificação dos sintomas e intervenção.

Tais medidas, ademais, devem ser articuladas à luz de uma das principais fontes da depressão entre jovens: a pressão social e familiar. Nessa fase da vida, as escolhas pessoais são muito decisivas, como concluir a faculdade, casar e inserir-se no mercado de trabalho. Isto posto, muitos adoecem por não conseguirem atender as expectativas impostas socialmente, quadro que é agravado quando os familiares não estão aptos a ajudar, identificar os sintomas ou duvidam da condição do indivíduo. A vista dessa incompreensão, atualmente, surgiram movimentos que tentam propagar conhecimentos sobre a doença e desmitificar a ideia de “frescura”, nas redes sociais. Nesse cenário, portanto, falta de informação e negligência familiar, via de regra, são fatores responsáveis pela perpetuação da doença.

Tendo em vista esse cenário, urge tratar e prevenir quadros depressivos oriundos de oscilações genéticas e imposições sociais nos mais jovens, a fim de que a ocorrência deles diminua. Isso pode ser feito pelo Ministério da Saúde e da Educação em parceria com as universidades e escolas do país, por meio de treinamento dos professores, realizado por psicólogos e psiquiatras, para que possam identificar dos sintomas depressivos nos alunos e saibam orientá-los. É mister, ainda, que o Governo Federal junto às emissoras de televisão divulguem continuamente os sintomas depressivos e os motivos mais comuns que acometem jovens e adolescentes, para que a família entenda a realidade do problema. Assim, o Brasil terá a chance de viver o século XXI com baixos índices desse mal hodierno.