O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 12/10/2019
Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde, OMS, o Brasil é o país com maior índice de depressão da América Latina. Tal lógica torna-se pertinente no cenário hodierno, sobretudo, pela elaboração de uma sociedade imediatista e superficial, baseada na idealização extrema da felicidade e na cobrança excessiva. Nessa esteira, é visto o crescimento dessa patologia, de modo mais acentuado, entre os jovens brasileiros, tendo em vista a sua fragilidade frente ao ideal contemporâneo mencionado. Dessa maneira, visto o efeito negativo desses aspectos na formação da juventude, urge uma solução.
A priori, é imperioso destacar que o aumento da depressão entre os jovens no Brasil deriva da idealização extrema da felicidade. Essa perspectiva pode ser evidenciada, por exemplo, ao reportar a realidade das redes sociais, como o “Instagram”, na qual um usuário famoso expõe uma suposta “vida perfeita” aos seus seguidores. Nessa ótica, o jovem pós-moderno, ainda em crise de identidade, haja vista sua consolidação recente, encontra-se alienado e preso ao fenômeno do complexo de inferioridade, conceito elaborado pela Psicologia Comportamental e Psicanálise, ao comparar a sua particularidade com a do “influencer digital”, reverberando um quadro depressivo. Nesse contexto, é necessário que essa condição equivocada seja mitigada, a favor do bem-estar desse grupo social.
Outrossim, é imperativo ressaltar a cobrança excessiva que a sociedade lança sobre a juventude como um dos pilares que causam o surgimento da problemática debatida. Nesse sentido, o jovem, ao completar seus 18 anos, maioridade brasileira, encontra-se obrigado a seguir a lógica que lhe é imposta, no que concerne a inserção primária imediata no mercado de trabalho ou no âmbito acadêmico. Dessa forma, quando esse indivíduo não consegue atender as expectativas supracitadas, há a formação do sentimento de invalidez e incapacidade no âmago de sua alma, o que possibilita o surgimento da depressão. Ademais, de acordo com o Jornal G1, essa crise existencial, relacionada aos fatores mencionados anteriormente, ainda, pode colaborar para a execução do ato de suicídio, tornando mister a resolução desses aspectos.
Portanto, cabe ao Governo, que é detentor de grande poder na esfera nacional, impedir a perpetuação desse impasse. Isso ocorrerá por meio da atuação do Ministério da Saúde, a partir da elaboração de programas de assistência psicológica aos jovens brasileiros,com o fito de abolir a ideologia errônea de seguir um ideal de felicidade. Ademais, a Mídia, que é detentora de grande alcance populacional, deve investir na conscientização dessa parcela populacional, por meio de publicidades, no que se refere ao fato de não ser obrigatório corresponder ao que a sociedade propõe, a fim de possibilitar o bem-estar da juventude. Sendo assim, o Brasil deixará de possuir um alto índice de depressão da América Latina.