O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/10/2019
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem o Brasil como signatário. Contudo, o avanço no número de casos de depressão entre os jovens e a inércia na tomada de ações para o controle do problema afronta os compromissos firmados em 1948. O evidente aumento do número de episódios depressivos é patrocinado, em grande medida, por características inerentes ao contexto social pós-moderno e devem ser confrontados em exercício analítico.
Mormente, percebe-se que a velocidade do surgimento de novos casos da doença em tela dá a ela o status de epidemia. Nesse sentido, dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que os diagnósticos depressivos sextuplicaram nos últimos 16 anos, sendo que os jovens são os principais acometidos. Portanto, é fato que houve um aumento vertiginoso do número de pessoas doentes. Tal quadro é preocupante, considerando que, segundo a OMS, 15% dos doentes comentem suicídio. Dessa forma, esta anomalia na saúde pública dever ser enfrentada pela sociedade.
Outrossim, cabe análise cuidadosa de aspectos da sociedade contemporânea que permeiam tão expressivo aumento de casos. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, o contexto sociocultural atual inunda os indivíduos de ansiedade e solidão. Esta manifestação decorre da efemeridade e liquidez que define todos os aspectos hodiernos da vida social. Sendo assim, Não a vínculos duradouros entre as pessoas e tampouco objetivos a serem almejados. Enfim, A pós-modernidade produz indivíduos sem direção e solitários. Esse contexto é um pano de fundo perfeito para a instalação da depressão. Nesse ínterim, é válido destacar que os jovens, como sujeitos em processo de amadurecimento, são mais facilmente atingidos por esses aspectos disfuncionais da sociedade moderna.
Dessarte, medidas são imperiosas para o combate ao aumento atual dos episódios depressivos entre os jovens. Urge a necessidade do Governo Federal, iniciar de campanha publicitária veiculada em rádio, televisão e mídias virtuais, objetivando alertar as pessoas sobre os sintomas e riscos envolvidos àqueles que não buscam tratamento. Tal peça publicitária aumentará a probabilidade dos acometidos buscarem ajuda. Ademais, cabe às escolas de ensino médio iniciar campanha de conscientização, através de palestras e oficinas artísticas, com participação de profissionais da saúde. Tais atividades terão como público-alvo os alunos e fomentarão a discussão sobre a gravidade da doença em análise e o risco real de suicídio dos enfermos. Assim sendo, o enfrentamento do problema será efetivo e os compromissos firmados em 1948, honrados.