O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/07/2019

Distúrbio mental caracterizado por tristeza persistente e pela falta de interesse em atividades prejudicando significativamente o dia a dia. Tais sintomas são encontrados em 5,8% da população brasileira depressiva segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), que com a fluidez das relações causadas pelas redes sociais e o aumento da taxa de suicídios, este índice pode sofrer acréscimo.

De acordo com o Mapa da Violência de 2017, o número de suicídios de jovens entre 15 a 29 anos aumentou em 10% desde 2002. Entre as principais causas está a depressão, que atinge o jovem na convivência entre amigos e até mesmo familiar, na identificação pessoal, na escolha profissional e no modo de ver a vida como algo prazeroso e saudável. O adolescente é atingido física e psicologicamente, uma vez que não sente vontade de realizar tarefas rotineiras se isolando do mundo externo e dando fim à própria vida.

Outrossim, o fenômeno das redes sociais transfere ao jovem a ideia de perfeição. As viagens são incríveis, os corpos são sempre magros e esbeltos e o conceito de consumismo é distorcido. O adolescente ao se deparar com a vida perfeita, se sente excluído nesse contexto e imagina que sua existência no mundo não é merecida, uma vez que a vida que ele tem não é comparada aos padrões mostrados nas redes sociais, e assim o jovem mergulha numa solidão e vive em sua própria bolha, alheio à vida externa.

Em suma, medidas devem ser tomadas para amenizar o problema. O Ministério da Saúde deve fornecer tratamentos psicológicos acrescentando profissionais qualificados no SUS (Sistema Único de Saúde) por meio de redirecionamento de verbas da saúde, com o objetivo de tratar os jovens depressivos e evitar que possam cometer suicídio. Em conjunto, influenciadores de conteúdo por meio das redes sociais podem criar campanhas de autoaceitação e expor cotidianamente a rotina, para que os padrões de perfeição sejam quebrados.