O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 18/07/2019

De acordo com o filosofo coreano Han, o século XXI é acometido pela patologia neural, onde bactérias e vírus são problemas do passado. O esgotamento, a exaustão e o sufocamento são os novos sintomas da nova sociedade, que vem sofrendo cada vez mais com o aumento da depressão, principalmente, entre os jovens brasileiros, seja pela ação familiar ou pelo papel da sociedade na vida do indivíduo.

A priori, é importante lembrar que a depressão assim como muitas outras doenças psíquicas são hereditárias e podem se manifestar já na infância.Entretanto, o papel da família em acolher, reconhecer e tratar a pessoa doente acaba não sendo realizado. Exemplo disso, foi retratado na série americana “13 reasons why” que conta a história de uma garota que infelizmente chega a cometer suicídio e as pessoas mais próximas nem perceberam que ela não estava bem há algum tempo. Isso reforça o papel  fundamental do lar na intervenção terapêutica do enfermo para que ele fique bem.

Ademais, é fundamental ressaltar a função da sociedade e a pressão que ela exerce sobre cada cidadão. A moral do rebanho, do filosofo Nietzsche, diz que o convívio leva as pessoas a agirem de maneira igual. Na comunidade contemporânea, de  maneira análoga, há uma certa exigência de que os indivíduos seguam padrões , e o ser que não entra na faculdade, por exemplo, com a idade e no curso idealizado pela maioria, não é bem visto. De certo modo, esse tipo de imposição estimula comportamentos negativos que levam à quadros depressivos graves. Modelo disso, são os inúmeros casos de suicídios nas universidades brasileiras. Sem dúvida, isso demonstra o quanto os estigmas devem influenciar somente de forma positiva a nação.

Dado o exposto, o aumento da depressão entre os jovens  é um problema no Brasil, porém pode ser amenizado. Cabe, primeiramente, as famílias serem mais unidas e através do diálogo reforçarem seus laços, criando assim um melhor relacionamento onde um integrante sempre possa contar com o outro em casos de doenças psíquicas ou qualquer outra necessidade. Urge também, as escolas como formadoras de ideias, repassarem aos seus alunos a importância do respeito às escolhas alheias e a empatia, por meio de aulas de cidadania, para que assim as pessoas possam minimizar a cobrança social e melhorar o convívio geral. Desse modo, a sociedade permanecerá saudável e com sintomas de felicidade.