O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 14/07/2019

A discussão sobre o aumento da depressão tornou-se mais comum em todo o mundo. Isso é reflexo no aumento dos casos de suicídio entres os jovens, segundos dados do mapa da depressão, feito pelo site appp, o Brasil ostenta dados alarmantes, com pouco mais 18% de pessoas acometida pela doença, assumindo o terceiro lugar no rank mundial dos países mais afetados por esse moléstia. Essa problemática ocorre devido ao precário sistema educacional brasileiro, pautado na competitividade, como também ao posicionamento do Estado diante desse infortúnio.

A princípio, nota-se que a educação no Brasil é conteudista, nesse sentido, mecanizada. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Dessa forma, o conceito de cidadania e participação deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma educação que estimule o pesamento crítico, acabam buscando um padrão de felicidade midiático que, segundo o sociólogo Adorno, é humanamente impossível de conquista, gerando, assim, conflitos interpessoais e, consequentemente, segregação social, que hoje representa um dos principais geradores de depressão no indivíduo.

Em segundo plano, o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante para o aumento de doenças mentais, pois apesar de haver na Constituição Federal, de 1988, o direito à saúde, muitos brasileiros encontra dificuldades para conseguir acompanhamento psicológico, tendo em vista que a política pública adotada pelo Brasil ainda está voltado para uma medicina curativa, ou seja, só após o indivíduo ser acometido pela doença o município inicia ações para o tratamento da enfermidade. Essa vacância deixada pelo  governo influencia diretamente no aumento da depressão na sociedade.

Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar o aumento da depressão  entre os jovens. Para isso, o Ministério da Educação deverá, junto às escolas, desenvolver campanhas educacionais no ensino infantil e médio, como a semana do combate das doenças mentais, com estudo de casos e peças teatrais que possam conscientizar os jovens sobre  importância da prevenção para o melhor tratamento da depressão, como também a introdução do indivíduo na sociedade com projetos culturais ligados a arte, a dança, acabando, desse modo, com a segregação sofrida pela maioria dos doentes mentais do país.