O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/07/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, a depressão impossibilita que uma parcela da população desfrute desse direito universal na prática, haja vista a pressão exercida aos jovens, além da liquidez dos relacionamentos do século XXI. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada e saudável seja alcançada.

Primeiramente, para entender a relevância do tema, é fundamental compreender o mal do século XXI. A depressão é uma doença crônica e recorrente nas pessoas, principalmente em crianças e adolescente, afetando a saúde mental  e acarretando em desmotivações , tristeza profunda, problemas com sono e em casos mais graves, o suicídio. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o número de indivíduos depressivos cresceu 705% em apenas 16 anos, atingindo especialmente a juventude. Diante do exposto, é essencial analisar a cobrança excessiva e a pressão impostas aos jovens, pois com a busca incessante de ser o melhor e alcançar o sucesso, além do não enquadramento e aceitação social podem acarretar em enfermidades psicológicas.

Faz-se mister, ainda salientar, a liquidez das atuais relações sociais como impulsionador e agravante ao aumento da depressão nos jovens. De acordo com o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI,  transformando o convívio social em situações voláteis, em que os indivíduos são mais individualistas, abdicando a concepção de bem-estar da coletividade. Diante de tal contexto, a juventude, marcada por essa liquidez, tende a ser mais imediatista, ter medos sobre o futuro, frágeis nos relacionamentos cotidianos e ausentes na ideia de progresso, de resultados.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Dessa maneira, urge que o Ministério da Saúde em junção com o Ministério da Educação devem estabelecer nas instituições e escolas do país, acompanhamento psicológico e profissionais da área para atuarem no combate e prevenção da depressão e outras enfermidades mentais, auxiliando os jovens diariamente e servindo de apoio às equipes pedagógicas e familiares. Além disso, o Ministério da Saúde poderia investir em exames que identificam a depressão por meio de marcadores biológicos, como a descoberta feita na Universidade Northwestern, sendo crucial à prevenção e diagnosticação do problema em seus estados iniciais.