O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/08/2018

A depressão juvenil

A pressão para o ingressamento na universidade; a ausência do apoio familiar; o preconceito; as dificuldades financeiras; todas essas são algumas das bases que sustentam, para alguns jovens, o desenvolvimento de um dos piores transtornos que um adolescente pode enfrentar , a depressão. Isto posto, o disparatado aumento no índice de jovens depressivos no Brasil está a criar uma geração de doentes que, até então, manifesta diversos impasses para o sistema de saúde psicológica que, portanto, em razão da grande massividade da problema, o tratamento e a detecção da doença se tornaram fatores de extrema relevância na área.

Em um primeiro plano, a vida cotidiana do jovem brasileiro no século XXI, torneia as redes sociais que, pela integração gradativa dos indivíduos na web, o sedentarismo cresce exponencialmente pelas famílias e, dessa forma, a falta de convívio pessoal e o isolamento, de acordo com estudos de psicologia da Universidade de Campinas, são uns dos grande contribuintes para o avanço da doença. Diante disso, o permanecimento constante do adolescente dentro de casa, amiúde, é tratado com naturalidade pelos familiares que, por sua vez, o afastamento e a irrelevância dos parentes sobre o caso, permeia a solidão no jovem, o que pode levá-lo ao suicídio.

Em uma segunda análise, pode-se constatar que os hospitais operam com ampla rigidez nos casos de ferimentos físicos quando comparado aos psicológicos e, constantemente, o número de jovens com quadros depressivos cresce no país, atingindo a marca de, segundo o médico brasileiro Drauzio Varella, 5 em cada 100 adolescentes. Contudo, a taxa dos eventos acontecidos caminha para um número ainda mais elevado  e, do mesmo modo, a produtividade juvenil tende ao regresso gradativo, o que concebe, por sua vez, piores desempenhos na escola e, futuramente, no mercado de trabalho.

Tendo em vista a lastimável realidade vivida pelos jovens com depressão, é necessário que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação trabalhem juntos ao proporcionar a criação de centros de ajuda psicológica e educativa, para que seja oferecido tratamento médico aos necessitados bem como os mesmos possam desfrutar de uma educação mais criteriosa, afim de prepará-los para as diversas etapas até o sucesso do objetivo. Além disso, cabe ao Estado promover um maior investimento nas clínicas públicas de psicologia e nos projetos de novas construções dessas, com o intuito de trazer a possibilidade para que famílias pobres, dessa maneira, consigam realizar o processo de cura de seus filhos a fim de reduzir o número de casos depressivos no território Brasileiro.