O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/08/2018

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o crescente número de jovens com depressão, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado apenas na teoria, pois a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de atitude do Governo, seja pela negligência e compactuação da sociedade.

É inquestionável que a legislação e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema, entretanto, a carência de atitude do Governo possui estreita relação com o aumento do número de casos de depressão entre os jovens. Isso porque a falta de investimentos em projetos de voltados para a saúde psicológica, como campanhas de conscientização, gera uma sensação de abandono. Nesse contexto, o filósofo grego Aristóteles afirma que a política deve ser utilizada de modo que o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Sendo assim, o Estado, por não dar a devida importância ao tema, acaba sendo um dos fatores para o problema.

Ademais, destaca-se a negligência e a compactuação da sociedade como impulsionador do problema, que se omite diante de situações as quais relativiza e ignora casos de depressão, graças a desinformação e preconceito em relação a doença, desmotivando a procura pelo tratamento. Neste cenário, o sociólogo Alemão Jürgen Habermas afirma que a sociedade depende da critica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam. Desse modo, a sociedade torna-se a principal vítima de suas próprias contradições, omissões e condutas.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Governo crie campanhas informativas e de conscientização, com o propósito de motivar as pessoas detentoras da doença que busquem tratamentos. Como também, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre as causas e os sintomas da depressão. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação de massa, a fim de diminuir o preconceito social perante a doença. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria iluminista e a sociedade desenvolver-se.