O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 08/07/2018
Medo do futuro, cobranças por boa performance escolar e baixa resistência a frustração são fatores de estresse importantes para desencadear estados emocionais depressivos. Apesar do aumento desse problema entre os jovens ser reconhecido no Brasil, há uma oferta limitada de profissionais de saúde mental no ambiente escolar e na saúde pública.
A atuação de tais especialistas tende a interferir na capacidade de resiliência, na adaptação e na minimização dos temores juvenis. Infelizmente, essa habilidade não é, em geral, aproveitada no cotidiano escolar. Segundo pesquisa da Fundação Lemann, 50% dos profissionais de educação entrevistados apontam como necessária a inserção de psicólogos nessa área. Tais atores da saúde poderiam agir com maior eficiência na detecção dos sinais depressivos advindos dos estudantes.
Além disso, de acordo com o portal de notícias Cruzeiro do Sul, os Centros de Atendimento Psicossociais (CAPS) estão mal distribuídos no país e entre os existentes, em 2016, 8,5% não registraram qualquer tipo de atendimento. Esses dados advêm do desconhecimento da sociedade como um todo da existência desses canais gratuitos de assistência. Campanhas como a Janeiro Branco, por exemplo, desenvolvida desde 2014 por psicólogos e estudantes de psicologia, não contam com uma divulgação nas mídias tradicionais e ainda têm expressão tênue nas redes sociais.
A fim de atender a necessidade de reduzir os efeitos da depressão entre os jovens, portanto, o legislativo brasileiro deve aprovar leis como a sancionada em 2018 no Estado de Goiás, a qual torna obrigatória a presença de psicólogos escolares nas redes públicas de ensino fundamental e médio. Ademais, o Ministério da Saúde deve destinar parte de sua verba para expansão de CAPS no território nacional; enquanto os governos estaduais devem, além de coordenar essas obras, utilizar a verba destinada às campanhas publicitárias da área de saúde em propagandas panfletárias, nas redes sociais e nas mídias tradicionais. Assim, o Estado se tornará um agente ativo na luta contra a depressão.