O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 07/07/2018

O denominado “Fato Social Patológico” por Émile Durkhaim caracteriza-se pela vasta reprodução de um comportamento considerado anormal, devido à falta de coesão social. Nesse sentido, observa-se que a frequência atual de doenças como a depressão, sobretudo, em jovens, constitui grande ameaça ao futuro humanitário, derivando, primordialmente, de fatores equivalentes ao abuso tecnológico e ao despreparo psicológico.

Indubitavelmente, o acesso ilimitado às redes sociais pode gerar danos à sanidade mental, dada a enorme possibilidade de interação promovida por estas. Conforme Jean Piaget notou em seus experimentos sobre o desenvolvimento sobre o desenvolvimento cognitivo, a imagem do “eu” se constrói através do alheio e, dessa forma, criam-se noções de beleza e de qualidade. Portanto, a popularização de mídias, tais como o Instagram, propicia o surgimento de transtornos de autoestima, os quais, lamentavelmente, podem evoluir para quadros mais graves.

Em segundo plano, tem-se a negligência sofrida pelos bem-estar psicológico e emocional no Brasil, visto a precária presença de psicólogos nos âmbitos escolar e trabalhista. Dessarte, o indivíduo, muitas vezes, já desprovido da instrução familiar, vê-se obrigado a lidar isoladamente com as tensões promovidas tanto por esses ambientes quanto pela vida pessoal, o que, em determinadas condições, pode acarretar em casos de suicídio graças à sobrecarga da psique.

Entende-se, assim, a necessidade de fornecer o apoio requerido por essa faixa etária. Logo, é responsabilidade do Ministério da Educação reformular a grade curricular dos Ensinos Fundamental, Médio e Superior, de modo a inserir e integrar os estudos sobre educação tecnológica e saúde mental a favor da formação acadêmica e individual; quanto ao Poder Legislativo, cabe a criação de leis que tornem obrigatória a assistência psicológica em escolas e ambientes de trabalho. Aumentam, assim, as chances de se alcançar uma cidadania social.