O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 07/07/2018
Segundo Zygmunth Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações políticas, sociais e econômicas é característica da “Modernidade Líquida” do século XXI. Nesse ínterim, observa-se que a fragilidade nas conexões interpessoais dos jovens impulsiona o drástico patamar de depressão na juventude brasileira. Com isso, vale ressaltar a pressão social e a ausência do auxílio familiar dentre os fatores a serem combatidos para possibilitar bases sólidas à evolução juvenil.
É indubitável que a cobrança social esteja entre as causas do quadro depressivo no Brasil. No filme “Geração Prozac”, de 2001, uma jovem de 19 anos sofre depressão devido à pressão social acometida durante sua faculdade de jornalismo. Analogamente, esse cenário pode ser observado em parte da juventude brasileira que busca a realização em aprovações em universidades federais para ser destaque entre amigos e familiares, o que nem sempre acontece, assim, a frustração se delonga em problemas psicológicos que fomentam tratamento para evitar situações graves como o suicídio.
Outrossim, destaca-se a ausência de estruturação familiar junto aos adolescentes como impulsionadora da depressão juvenil. O setor de psicanálise define a adolescência como um rompimento com a “fantasia infantil”, assim o jovem passará anos de transformações físicas e psíquicas. Nesse momento, a família é a base primordial para auxiliar nas decisões entre estudo, lazer e namoro, no entanto, existem pais que negligenciam essa fase, ocasionando o vazio existencial no jovem. Logo, urge a modificação da relação fluida entre pais e filhos.
Entende-se, portanto, que a depressão na juventude é fruto da imposição social somada ao descaso familiar na contemporaneidade. Assim, torna-se imperativo que o Ministério da Saúde implante , nas escolas, um programa de psicólogos para a realização de trabalhos gratuitos aos jovens que apresentarem sinais de depressão, a fim de reverter o quadro psíquico. Paralelamente a isso, a mídia deve estimular o diálogo familiar, por meio de campanhas televisivas, com o fito de proporcionar uma fase evolutiva confiável ao jovem na sociedade. Desse modo, a depressão, paulatinamente, perderá expressividade na juventude brasileira.