O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 08/07/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, publicada em 1948, assegura a todos o direito à saúde. No entanto, em oposição a tal preceito do documento, vê-se que uma parcela da população brasileira não está usufruindo desses direitos, pois observa-se, no decorrer dos anos, um acentuado crescimento dos casos de depressão entre os jovens no país. Nesse contexto, é de fundamental importância o combate dessa prática e, para isso, deve-se analisar como a escassez de informações e a omissão do poder público provocam os casos de tal problemática.
Em primeira análise, cabe pontuar que a insuficiência de informações sobre a temática tem contribuído para o elevado crescimento dos casos de depressão entre os jovens brasileiros. Observa-se que o assunto ainda é pouco discutido e, consequentemente, pouco compreendido, fazendo com que uma parcela da sociedade não encare a depressão como uma doença. Diante disso, as pessoas acometidas não se sentem seguras em buscar apoio, pois muitas vezes são julgadas até mesmo pelos próprios familiares e, com isso, não são orientados a procurar o tratamento adequado para melhora da saúde. Diante disso, é fundamental que o Governo busque meios de contornar a problemática.
Paralelamente, a omissão do poder público, no que se refere à saúde pública brasileira, tem favorecido os altos índices dessa ocorrência no Brasil. Sabe-se que a depressão é uma doença crônica que, se não tratada, pode ocasionar problemas graves e muitas vezes fatais ao indivíduo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o quarto país com o maior número de casos de depressão no mundo, ficando com a primeira posição entre os países que compõem a América Latina. Além disso, ainda segundo a OMS, a depressão foi uma das principais causas de suicídios ocorridos no território nacional em 2015. Desse modo, fica evidente que as autoridades nacionais não estão cumprindo o seu dever, pois, conforme a Constituição Federal Brasileira, a saúde pública é de responsabilidade dos governos federais e estaduais.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática. Cabe às Secretarias Municipais e Estaduais de Educação, em parceria com as escolas, oferecer aos alunos, pais e comunidade, ações educativas que promovam discussões sobre a temática com o objetivo de instruir a população sobre a importância de procurar profissionais especializados para tratar adequadamente os casos confirmados. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde fornecer investimentos na área de saúde mental, sobretudo nos Centros de Atenção Psicossocial, para que essas unidades tenham suporte e condições de prestar atendimento adequado à população acometida por essa doença. Dessa forma, a sociedade poderá se adequar de forma satisfatória aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.