O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 08/07/2018
Segundo os ideais iluministas, a sociedade progride a partir do momento que um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, o aumento de jovens deprimidos no Brasil, hodiernamente, mostra que essa ideologia é constatada na teoria e não desejavelmente na pratica. São fatores que contribuem para essa problemática, as pressões pessoais e sociais, bem como o desconhecimento da depressão como doença.
Mormente, convém ressaltar que, preocupações associadas a essa enfermidade não apenas existem, como vem crescendo a cada dia, haja vista que em 16 anos houve um aumento de cerca de 705% no número de deprimidos no Brasil. Por conta disso, é preciso buscar as causas dessa questão, entre as quais emerge como a mais recorrente, o estilo de vida contemporâneo, calcada na instantaneidade e no individuo cada vez mais robotizado, produzindo de forma ininterrupta. É possível perceber, que os jovens são mais suscetíveis a essa problemática, seja por aspectos biológicos, ou seja por novos desafios impostos a essa fase da vida, corroborando para o aumento de casos nessa faixa etária.
Outrossim, considerada como o mal do século, a depressão é cercada de preconceitos, e o fato de não ser vista como uma doença favorece o estigma do deprimido como alguém fraco, preguiçoso e dramático, o que pode dificultar a busca por tratamentos. No âmbito familiar, muitos pais não percebem os sinais da doença em seus filhos pois os confundem com mudanças hormonais da adolescência, esses fatores atuam em um fluxo contínuo e favorecem a formação de um problema social de dimensões cada vez maiores que podem acarretar em evasão escolar, abuso de álcool e até mesmo suicídio.
Destarte, é indubitável a adoção de medidas para resolução do impasse, é imprescindível a atuação do Ministério da Educação com a promoção de palestras e debates nas escolas, ministradas por psiquiatras e psicólogos, a fim de que o tecido social se desprenda de certos preconceitos. Ademais, cabe ao Poder Público, promover através da mídia, campanhas que divulguem o trabalho voluntário de organizações como o CVV (Centro de Valorização da Vida), com o fito de apoiar emocionalmente as vítimas e prevenir suicídios. Pois como proferido por Karl Marx “as inquietudes são a locomotiva da nação”.