O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 07/07/2018
Na máxima ideológica do Iluminismo, a Constituição Federal de 1988, maior hierarquia jurisdicional brasileira, garante a preservação à integridade juvenil, haja visto que o direito à vida e à saúde devem ser, de fato, garantidos. Entretanto, o paradoxo atrelado ao panorama do país deixa claro que o infringimento desses preceitos constitucionais estão sendo violadores, pois o aumento da depressão entre os jovens brasileiros e o resgate de padrões anacrônicos, com a impessoalização das relações humanas, retratam a ineficácia do Estado perante essa intempérie, aviltando a coletividade. Nesse contexto, é urgente analisar que o problema da depressão é incoerente ao que prega o Estado Democrático de Direito.
Visto a grande demanda pelo cumprimento dos direitos previstos em lei, a questão da depressão entre jovens ainda é motivo de querelas. Isso posto, em coadunação com a necessidade de garantir o bem-estar coletivo, o Estado aparenta ser ineficaz quanto à mitigação desse impasse, pois o pouco investimento na saúde e em programas de minoração da depressão, a vida citadina torna-se iníqua, em que as pressões do ciclo familiar e, muitas vezes, as escolas, fazem do jovem um ser inseguro, trazendo à baila a insatisfação com a vida, a qual, muitas vezes, culmina em desejo suicida. Dessarte, quando o escritor americano, Adrew Solomon, em sua obra: O demônio do meio-dia elucida que o contrário da depressão não é felicidade, mas, sim, vitalidade, parece fazer alusão ao fato de que o ímpeto de fuga de problemas sociais são intempéries não preconizadas pelos Direitos Humanos.
Outrossim, a herança obsoleta arraigada no corpo social é fator que, também, ocasiona a depressão entre jovens.Assim sendo, o Brasil, hodiernamente, resgata valores arcaicos, como a grande depressão de 1929, pois os jovens, vivendo no meio onde as situações deixam vulneráveis à depressão, contribuem para a expansão do índice dessa problemática. Desse modo, cabe salientar que as relações interpessoais são opróbrios a serem enfrentados, pois já elucidado pelo filósofo Zigmunt Bauman, a liquidez das relações humanas faz dos indivíduos seres vazios, haja vista que a reciprocidade entre os jovens são aniquiladas, e a evasão social é posta em prática, evidenciando que esse problemas estão sendo devastadores.
Logo, a violação à integridade juvenil é fator coercitivos do bem-estar social. Portanto, cabe ao Governo Federal, por meio do Conselho Nacional de Educação (CNE), investir mais na educação brasileira, com a ajuda de psicólogos, viabilizando, a curto prazo, a mudança na matriz educacional escolar com a criação de uma matéria de “Momento Gnose”, em que instigação pelo conhecimento pessoal possa fazer dos jovens seres coadjuvantes na minoração da depressão no Brasil.