O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 08/07/2018

Consoante o poeta Cazuza, “eu vejo o futuro repetir o passado”, a depressão entre jovens não é um problema atual. Segundo a OMS, desde o século XX, há relatos dessa patologia em crianças e adolescentes no Brasil. Infelizmente, essa vicissitude permanece hodiernamente, seja pela prática de bullying nas escolas, seja existência de relações familiares problemáticas.

Em primeiro plano, destaca-se a ocorrência de bullying, como um dos principais fatores de risco para tal revés. A escola é, historicamente, o ambiente mais propício para a prática desse tipo de violência, devido geralmente ser o primeiro local onde os alunos interagem socialmente com outros da mesma faixa etária, porém com diferentes hábitos e costumes. Ademais, crianças que sofrem agressões físicas e psicológicas têm maiores chances de desenvolverem depressão durante a juventude e a fase adulta.

Outrossim, vale ressaltar que relações familiares problemáticas influenciam , também, no surgimento de doenças psicossociais. De acordo Karl Marx, “O homem é produto do meio em que está inserido”, então, em lares com a presença de alcoolismo, excesso de melancolia, brigas e discussões constantes entre os pais, existe maior probabilidade para o desenvolvimento de depressão nos filhos. Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário.

É fundamental, portanto, que o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Saúde, implantem campanhas nas escolas públicas e particulares, por meio de oficinas e palestras, ministradas por psicólogos, médicos e professores. O objetivo dessas ações deve ser a conscientização de pais e alunos a respeito da doença, suas consequências e, principalmente, a importância de boas condutas familiares e escolares como forma de prevenção. Com essas atitudes será possível minimizar a ocorrência de depressão na juventude brasileira.