O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/07/2018
Segundo a OMS, a depressão é caracterizada, de modo geral, por tristeza, perda de interesse e ausência de prazer, além de distúrbios do sono ou do apetite. No século XXI, em virtude dos tempos de modernidade líquida e de pressão social exacerbada, a depressão representa uma causa direta para o suicídio e, embora comum principalmente entre jovens, ainda é uma doença estigmatizada pela sociedade.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que o Brasil é o terceiro país mais deprimido do mundo e que o aumento dos casos de depressão entre os jovens já são alarmantes. Nesse contexto, a teoria do sociólogo Zygmunt Bauman se revela de forma prática, já que na atual modernidade líquida há um excesso de velocidade, fluidez e fragilidade tanto nas relações afetivas, quanto nas atividades atribuídas aos indivíduos. Assim, os jovens encontram dificuldades para construírem suas identidades e para manterem relacionamentos e acabam sofrendo por isso.
Outrossim, os jovens brasileiros são constantemente pressionados pela sociedade. No que diz respeito ao futuro, eles são obrigados a conquistarem carreiras profissionais de sucesso, relacionamentos amorosos estáveis e bens materiais de modo rápido e imediato, por exemplo, o que acarreta sintomas de depressão e ansiedade. A negligência de escolas, pais e responsáveis no que tange ao problema também é outro fator relevante, essas instituições, muitas vezes, guardam preconceitos sobre a depressão e não a encaram como um problema de saúde que precisa ser tratado, evidenciando a falta de apoio aos jovens.
É notório, portanto, a necessidade de medidas que mitiguem o impasse. Cabe ao Ministério da Saúde divulgar campanhas nos meios midiáticos que incentivem esses cidadãos a procurarem ajuda em psicólogos ou no Centro de Valorização à Vida, por exemplo. Além de instigarem as escolas e as famílias a promoverem diálogos com os jovens, a prestarem atenção nos sintomas da doença e a abandonarem os preconceitos que impedem o tratamento. Tudo isso a fim de evitar a automedicação sem auxílio médico e o aumento dos casos de suicídio, bem como de não deixar que esse assunto continue sendo um tabu na sociedade brasileira, além de, principalmente, recuperar o bem estar dessas pessoas.