O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/07/2018
A adolescência é uma fase de dúvidas, descobertas, prazeres e aventuras. No entanto, o aumento da depressão entre os mesmos caracteriza-se um cenário preocupante no Brasil, o que se deve a fatores como o próprio padrão de beleza atual - e as exigências por trás dele - e o cyberbulling.
Primeiramente, segundo a psicologia, o jovem é um ser vulnerável e facilmente manipulado por diversos aspectos sociais e midiáticos. Como exemplo, basta observar a facilidade com que certos adolescentes se tornam vítimas de imposições sobre moda, tecnologia, consumo, entre outros. Com isso, abrindo mão de sua autonomia para se enquadrar em certos valores sociais impostos, têm-se uma parcela totalmente insatisfeita, resultando, assim, em casos graves de depressão e, consequentemente, em um alerta importante aos setores estatais e familiares.
Em outra análise, nota-se que o cyberbulling é outra ferramenta que potencializa o aumento de depressão nos jovens. Desde os xingamentos, insultos e gozações, até violências físicas - causando muitas vezes a morte- a vítima sofre retaliações constantes, o que eleva sua repulsa social, bem como promove - se não a acentuação - quadros depressivos. Nesse sentido, combater tal aumento da depressão na juventude é essencial, já que, caso contrário, desconstrói-se o afirmar de Kant, em que defende que cada coisa tem seu valor, o homem, porém, tem dignidade.
Evidencia-se, então, significativos aumentos de depressão na sociedade brasileira, o que necessita-se de ações emergenciais para o seu combate. Desse modo, para conseguir realizar a diminuição de tais distúrbios, o poder público e a família devem aliar-se em um esforço unificado e consistente. O primeiro - pautado no MEC- deve agir por meio de palestras, workshops, peças teatrais - que instruam os alunos a consumir conscientemente, bem como respeitar o ‘‘coleguinha’’, independentemente de credo, opção sexual, deficiência, sobretudo quando se interage pelos meios de comunicação. Por conseguinte, a família deve criar diálogos constantes com seus filhos, acompanhá-los no histórico escolar e nas mudanças comportamentais