O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/07/2018
A persistência dos casos de depressão entre os jovens é um problema que persiste na sociedade brasileira. Apesar de o Brasil ser visto como um país “feliz”, por causa do carnaval, do clima, das praias e do futebol, têm-se, atualmente, um contexto análogo a essa situação: ele é considerado o terceiro país mais deprimido do mundo, segundo a BioMed Central. Sendo assim, encontrar caminhos para combater a depressão é um desafio a ser enfrentado pela sociedade civil e pelo Estado, haja vista dois aspectos: a cultura imediatista do consumo e a falta de conhecimento da população sobre esse tema.
No século XX, por exemplo, a maior parte da população americana desenvolveu quadros patológicos de depressão, devido a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, situação na qual o consumo capitalista foi abalado. De forma semelhante, pode-se mencionar que, nos dias atuais, o jovem brasileiro vive uma cultura de consumo imediatista, onde a ideia “você é aquilo que você tem” é propagada tanto pela mídia televisa através das novelas, dos filmes e das propagandas quanto pela internet. Essa realidade agrava o problema em questão, tendo em vista que o Brasil possui uma enorme parcela da população com baixa renda e muitos jovens não conseguem acompanhar esse modelo consumista, aumentando os casos de depressão.
Outrossim, os brasileiros possuem um conhecimento muito superficial sobre a realidade de um jovem que sofre de depressão. Essa patologia causa fragilidade emocional, transtornos bipolares, dificuldade de aprendizagem escolar, crises psicóticas e em casos mais graves ela pode induzir ao suicídio. Toda via, essa doença, equivocadamente, ainda é tratada por muitos pais, responsáveis e professores como algo de pouca importância, agravando o número de episódios depressivos e dificultando seu tratamento, pois os piores sintomas são percebidos em um momento que a doença já se encontra em estado avançado.
Por conseguinte, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério do Planejamento precisa remanejar o orçamento público, diminuindo os super salários dos funcionários públicos e aumentando os impostos cobrados da população de alta renda, revertendo esses valores para as instituições de ensino fundamental e médio, com a finalidade de que essas escolas possam aumentar o quadro de funcionários com profissionais psicólogos e tenham mensalmente uma mesa de debates entre professores, pais, alunos e psicólogos, onde seja ensinado o que é a depressão, como identificá-la no ambiente escolar e familiar, como tratá-la e incentivar os jovens a trocarem o hábito consumista por alternativas como por exemplo a prática de esportes. Dessa maneira, o Brasil poderá iniciar uma boa caminhada rumo ao controle dos casos de depressão entre os jovens.