O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/07/2018
Investimentos estatais básicos permitem promover dignidade civil aos mais diversos grupos sociais. Entretanto, sendo contrário a um discurso verídico que em tese asseguraria essas oportunidades o índice de depressão na adolescência se mostra extramente alto. Nessa perspectiva, é necessário analisar o papel da escola e da sociedade nessa realidade.
Quando o sociólogo Pierre Bourdieu afirma o funcionamento da instituição escolar como resultado da pauta de uma classe dominante, evidencia os entraves a que é submetido o indivíduo vulnerável à vivência em sociedade. Desde a falta de profissionais qualificados para discorrer em sala de aula sobre depressão, a inferioridade seletiva que tem caracterizado esse adolescente diagnosticado com transtorno depressivo, corrobora o relevante aumento desse evento.
Além dessa problemática, a família possui sua parcela de culpa no aumento da depressão na adolescência. Com efeito, é de suma importância dos pais estarem presentes no cotidiano de seus filhos. Entretanto, ao banalizarem o transtorno depressivo não dando assistência necessária ao jovem afetado, a depressão inclina-se progressivamente. Isso porque, a falta de suporte familiar contribui de forma significativa para a aquisição de personalidades vulneráveis por parte dos jovens. Desse modo, a propensão para a depressão tende a avançar.
Nota-se portanto que a situação é grave e necessita de mudanças no campo educacional e social. Para isso, é necessário que o poder Legislativo mais o Ministério da Educação, agreguem ao sistema escolar programas educativos de cunho social, por meio de assembleias estudantis que atuarão na aproximação da família ao cotidiano de seus filhos, auxiliados por profissionais capacitados como psicólogos e terapeutas destinados a transmitir conhecimento necessário a fim de alertar a todos sobre as consequências oriundas da depressão. Dessa forma, os estudantes serão beneficiados positivamente pela educação que lhes foi fornecida.