O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/07/2018

O marco histórico que abalou a sociedade econômica mundial foi a “crise de 29”, com a queda da bolsa de valores de Nova Iorque, onde tal assertivo impulsionou um aumento catastrófico no índice de depressão, surtindo efeito direto no quantitativo de suicídio mundial. Apesar de se destacar enquanto potência econômica mundial, o Brasil ainda vivência vicissitudes sociais arcaicas, como o grande número de depressão entre os jovens. Diante da gravidade dessa situação, urge a mobilização conjunta entre o Estado e a mídia para seu efetivo combate.

Em primeira análise, os familiares podem-se destacar como uma das causas do aumento da depressão na juventude. Isso porque, em muitos lares, não existe mais o hábito do diálogo e da proximidade, inclusive, entre pais e filhos. No Brasil, 21% dos jovens entre 14 e 25 anos têm sintomas indicativos de depressão. Entre as mulheres, a proporção é de 28%, segundo dados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Além disso, os padrões estruturados pela sociedade, por vezes, desencadeiam decepções perante o sentimento de inadequação social. Bullying, insatisfações com o corpo e o preconceito contra a orientação sexual são alguns dos fatores que compõem um conjunto de frustrações no período de transição da infância para a adolescência de um jovem, ratificando, desse modo, a intensa fragilidade dessa fase da vida para desencadear sintomas depressivos e pensamentos autodestrutivos.

Portanto, cabe ao Poder Público, investir em psicólogos em escolas e universidades, de modo que toda a população tenha acesso aos profissionais que os ajudem a lidar com os problemas e evitar possíveis distúrbios emocionais. Ademais, ainda pode ser considerada a realização de reuniões regulares de pais e professores nas escolas, efetuadas pelo MEC, no intuito de instrui-los a lidar com a juventude e atentar-se a sua alimentação, sua saúde hormonal e seus comportamentos.