O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 05/07/2018

O Brasil é o terceiro país mais deprimido do mundo, segundo o mapa da depressão. É possível afirmar que existe um aumento nos casos dessa doença, no qual os jovens são, frequentemente, acometidos, não só por causa da  crise econômica, como também pelas questões sociais.

Em primeira análise, cabe pontuar que a recessão financeira, nos últimos tempos, afeta o  estado psicológico da juventude, tendo como consequência a depressão. Comprova-se isso por meio de que o segundo o jornal “O globo”, aproximadamente, 14 milhões de brasileiros estão desempregado. Dessa forma, são inúmeros jovens que perdem o seu sustento e estilo de vida. Por conseguinte, esse contexto afeta a saúde mental das pessoas, pois a economia é a engrenagem da sociedade, como já dizia o Karl Marx.

Outro fator que agrava o impasse é as questões sociais que permeiam a população, em que a juventude feminina é a mais prejudicada. Uma prova disso é que esse grupo sofre com a ditadura da beleza, menos direitos trabalhistas e carga exaustiva de tarefas. Como resultado, de acordo com o médico Drauzio Varella, após a puberdade, as mulheres ficam duas vezes mais propensas ao estado depressivo. Ademais, nos piores casos, ocorre o que é caracterizado por Durkheim como suicídio egoísta, em que a pessoa tira sua própria vida por não se sentir pertencente à sociedade.

É evidente, portanto, a necessidade do Poder Legislativo permitir a concessão de mais verba, por meio de uma lei, para o  projeto “jovem aprendiz”, no intuito de aumentar as vagas de trabalho, diminuir os casos de depressão causadas pelo desemprego e tornar o Brasil mais isônomo. Também, a mídia, em conjunto com as ONG´s, realizem campanhas, através de propagandas televisivas em canais abertos, direcionado às mulheres, a fim de empoderá-las e mostrar para a sociedade que elas devem possuir os mesmos direitos dos homens.