O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/07/2018
O período literário que ficou conhecido como mal-do-século, fez parte da escola Romântica e foi caracterizado por sentimentos como pessimismo, escapismo e melancolia. No Brasil atual, o mal-do-século manifesta-se como depressão, atingindo aos jovens, que sentem necessidade de sucesso e perfeição tanto no seu estilo de vida, quanto nos seus relacionamentos.
John Locke argumenta com a teoria da tábula rasa, a qual afirma que todos os homens nascem iguais, sem conhecimento algum. Porém, logo no início da vida o ser humano aprende a ser imitador com comparações, que podem ser exemplificadas com a frase: “ A criança X está fazendo isso, ela é bonita”, mostrando o outro como certo. Para o jovem, essas comparações estão cada vez mais presentes por causa do estilo de vida utópico propagado por vários perfis nas redes sociais. Isso pode causar sentimentos de inferioridade e, consequentemente, depressão ao jovem que deseja ter aquela vida, mas que é inatingível.
Coexiste, também, a necessidade de sucesso nas relações interpessoais. Os preconceitos e a imposição dos padrões de beleza são fatores que contribuem para a depressão e podem levar ao suicídio, como no caso da jovem brasileira Bruna Borges, de 19 anos que se suicidou durante uma live no Instagram e declarou minutos antes de sua morte: “Parece que não dá pra ser feliz tendo que agradar a todos e a si mesmo.”
Logo, percebe-se que para atenuar o mal-do-século dos jovens brasileiros são necessárias a mobilização de diversos setores da sociedade. As redes sociais, com seus influenciadores digitais podem conscientizar aos jovens, através de postagens, afirmando que nem sempre o que é postado é verdadeiro. Além disso, o Governo e os profissionais da saúde podem fazer parcerias e promover palestras nas escolas e universidades sobre saúde emocional, tanto para os alunos, quanto para os seus familiares.