O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/07/2018

A poesia “Se  eu morresse amanhã” de Álvares de Azevedo enuncia os desencantos do autor para com a vida. Nesse contexto, é possível comparar a obra com o momento de supremo descontentamento com o qual a sociedade hodierna se depara. Desse modo, torna-se inevitável a discussão sobre o aumento da depressão entre os jovens no Brasil, os quais se devem à crise econômica e política e, também, à banalização dos problemas de saúde mental.

De início, é válido frisar os impactos negativos que um país em crise acarreta à parcela jovem da população. A incompetência na administração econômica leva ao declínio da nação e de todas as políticas públicas ofertadas por esta. Com isso, recrudescem os casos de doenças como depressão e suicídio, agravadas pelo momento de instabilidade.  Exemplo disso é a Grécia, que estava no final do ranking dessas doenças, mas nos últimos anos teve uma alta de 40% nos casos. Ou seja, é de extrema urgência a priorização de políticas de prevenção para a saúde psíquica, para que se possa dar suporte aos jovens e ajudá-los a encarar esse problema.

Por outro lado, é imprescindível destacar o modo preconceituoso com que é tratado este quadro clínico. Ademais, ainda hoje, essas doenças são tratadas como “não ter nada para fazer” e como sinônimo de fraqueza. Conforme afirma o ilustre psiquiatra Augusto Cury, essas doenças podem atingir a todos e o bombardeio de informações e atividades intelectuais gerou uma sociedade ansiosa. Então, é de imediato o debate sobre esse tema, pois grande parte dos jovens estão passando por esta nova dinâmica social em que tudo é muito rápido e estressante.

Portanto, são necessárias medidas para amenizar os índices de depressão entre os jovens do Brasil. Assim, o Ministério da saúde deve criar campanhas de incentivo para a criação de grupos de conversa e meditação e outras maneiras de amenizar os efeitos da depressão. Além disso, as escolas municipais devem inserir pautas sobre esse assunto nas salas de aula, para que os alunos saibam lidar com suas limitações e que as frustrações servem para crescimento pessoal. Desse modo, será possível amenizar os efeitos ruins dessa nova dinâmica do mundo e promover o bem-estar dos jovens brasileiros.