O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/07/2018

A depressão está entre os transtornos psíquicos mais encontrados na sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 322 milhões de pessoas sofrem de depressão, o que a torna a principal causa de problemas de saúde e invalidez no mundo. Apesar do número alto de afetados, os depressivos ainda sofrem com o preconceito e o desconhecimento sobre o tema.

O Brasil possui a maior taxa de pessoas com depressão na América Latina: segundo a OMS, são quase 6% da população. A doença afeta os relacionamentos pessoais e profissionais – a família e os amigos, muitas vezes, não sabem lidar com a situação. Devido às características mais comuns da depressão – a presença constante de pensamentos negativos, sentimento de culpa, sensação de inutilidade, diminuição do prazer e do ânimo para atividades cotidianas – a doença, muitas vezes, pode ser confundida com uma simples tristeza.

A competição intensa por um lugar de destaque e a falta de afeto e empatia entre as pessoas são fatores fundamentais para a grande quantidade de depressivos. Contudo, os motivos para a doença podem ser vários, como as dificuldades do cotidiano e problemas hormonais.

A possibilidade de tipos diferentes de depressão também se reflete nas formas de tratamento, que podem variar bastante, de acordo com as necessidades e os hábitos do depressivo. Dependendo do nível de gravidade da depressão, em alguns casos o auxílio de um psicólogo já é o suficiente.Em outros casos, além do acompanhamento psicológico, é necessário o acompanhamento psiquiátrico e o uso da medicação para equilibrar a produção hormonal no cérebro.

Portanto, é imprescindível que haja por parte do Ministério da Saúde em parceria com as Secretarias de Saúde municipais, a promoção de palestras que esclareça a depressão e seus sintomas, bem como a disponibilização de psicólogos e psiquiatras, pelo menos uma vez no mês, em todas as cidades. Desta forma, a depressão poderá ser amenizada.