O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/07/2018

A segunda geração do Romantismo, também chamada de ‘‘Mal do Século’’, expressou angústias e incertezas vivenciadas pela juventude brasileira durante o Século XIX. Analogamente, tal produção ainda é atual, pois a sociedade capitalista promove doenças de cunho psicológico. Isso pode ser identificado através da coerção social sobre os indivíduos e da padronização de costumes e opiniões.

Nesse contexto, percebe-se que a tomada precoce de decisões importantes contribui para o aumento da depressão entre os adolescentes.Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade exerce uma pressão sobre os indivíduos, determinando suas ações e atitudes. Como resultado, algumas pessoas passam a apresentar insônia ou ansiedade, uma vez que,por exemplo,se veem instigadas a escolherem suas profissões,mesmo antes do término do ensino médio.

Outrossim, o sistema econômico vigente promove uma criação de esteriótipos,facilitando o desenvolvimento do mercado,principalmente em locais com uma economia forte.A exemplo disso, a depressão está mais presente em países desenvolvidos, apresentando uma taxa de 14,6%, enquanto nos demais tal doença é perceptível em 11,1% das moradores de cada localidade. Sendo assim, cidadãos fora dos padrões estabelecidos podem apresentar sentimentos de deslocamento, podendo acarretar no desenvolvimento de tal doença.

Evidencia-se, portanto, que alguns aspectos da sociedade atual promovem o aumento da depressão entre a juventude. Para que haja a atenuação desse problema, o Ministério do Trabalho deve promover campanhas preparatórias,para o ingresso no ensino superior ou no mercado de trabalho, destinadas aos adolescentes, para que a inserção na vida adulta não acarrete problemas psicológicos em tais indivíduos. Além disso, as prefeituras devem garantir, por meio das Unidades Básicas de Saúde, acompanhamento psicológico para os jovens. Feito isso, as produções do ‘‘Mal do Século’’ não mais serão coerentes com a atualidade.