O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/07/2018

Silvia Plath e Ana Cristina César são grandes nomes da literatura que viram o suicídio como saída para suas angústias. Porém esse desfecho não é exclusivo dos poetas e atinge seriamente o Brasil. Nesse contexto, vale ressaltar a questão da depressão entre os jovens e seus impactos na sociedade, a qual ocorre, sobretudo, em razão de questões sociais e econômicas, o que precisa de intervenções urgentes.

A princípio, é necessário pontuar como as relações sociais colaboram para o prejuízo da saúde mental. O sociólogo Bauman esclarece que se vive em “tempos líquidos “, época na qual as relações são efêmeras e superficiais, o que fragiliza as interações. Nesse contexto, o ser humano –por ter em sua natureza a comunicação – se vê isolado e sozinho para lidar com seus sentimentos, o que pode desencadear a depressão que, muitas vezes, afeta a sua qualidade de vida e a sua convivência em sociedade, como no trabalho.

Outrossim, o sistema capitalista agrava essa problemática. Isso ocorre em razão da pressão exercida sobre a população para adequar-se às exigências dele. Esse fenômeno foi analisado pelo filósofo coreano Byung-Chul Han, que esclarece ser esse o regime responsável por impor um ritmo de produtividade, muitas vezes, impossível de ser alcançado a fim de fomentar o consumismo. Essa realidade é problemática na medida em que pode levar a frustações e ao desenvolvimento de doenças psicológicas e em casos mais graves o suicídio.

Dessarte, fica clara, pois , a urgência em coibir essa preocupante realidade. Para isso, Escola e Sociedade Civil podem agir. Cabe a esta, atuando em páginas influentes como a “Quebrando o Tabu “,  já que muito acessada pelos jovens, pode promover publicações que sensibilizem os usuários acerca dos efeitos do consumismo, de como ele pode levar à depressão e da importância dos laços humanos. Àquela compete, ainda, por meio de trabalhos em grupos e seminários coletivos, a elaboração de projetos que preconizem o diálogo e a cooperação. Além disso, por meio da contratação de psicólogos, pode desenvolver com os estudantes uma consciência acerca dos limites entre consumo necessário e supérfluo. Logo, essas medidas visam garantir maior empatia e qualidade à saúde mental dos cidadãos brasileiros.