O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 08/07/2018

No contexto histórico literário brasileiro, a segunda geração romântica, também conhecidos como ultraromanticos, sentiam-se incompreendidos e deslocados no meio social, preferindo o isolamento. De mesmo modo, essas são características de pessoas que sofrem de depressão. Assim, esse mal é perene, principalmente, nos jovens, tanto pela pressão que esses sofrem quanto por um deficitário sistema educacional.

É pertinente elencar, primeiramente, segundo o filosofo Polônes Zygmunt Bauman, vivemos em uma modernidade liquída. De fato, a juventude é uma fase repleta de incertezas, principalmente, por ser nesse estágio que devem ser tomadas as decisões que iram moldar toda sua vida. Dessarte, o sentimento coercitivo gerado pela sociedade, e em grande parte pela própria familía, pode levar o indivíduo a depressão.

Outrossim, destaca-se o meio educacional como fomentador desse imbróglio. Sem dúvidas, nossas escolas tem lacunas no que tange a uma educação que busca a interação coletiva, pois essas costumam prezar pelo conteúdismo. Assim, essas colaboram para o aumento do individualismo, agravando ainda mais o sentimento de solidão de pessoas que já tem quadro depressivo e dando subterfugios para a formação de cidadãos cada vez menos preocupados com o outro.

É evidente, portanto, que é mister ações que visem combater e auxiliar indivíduos que sofram ou tendem a sofrer desse mal. Logo, as Secretárias de Educação Estadual e Municípal devem introduzir na grade curricular obrigatória da educação básica, debates regulares, sendo esses efetuados por psicólogos, sobre os entraves que os jovens hodiernamente enfrentam, como o vestibular e a escolha da profissão. Além disso, posteriormente, os psicólogos ofereçam auxilio indívidual de ouvidoria para aqueles que não sentem-se, de inicio, a vontade para expor suas principais preocupações. Pra que, com a ajuda tanto profissional quanto do compartilhamento coletivo possam superar suas aflições.