O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/07/2018

Em primeiro lugar, cabe pontuar que a origem da problemática está ligada nas mudanças da esfera laboral que afetaram simultaneamente o consumo e o bem-estar individual. Comprova-se isso, por intermédio da análise do sistema capitalista feita pelo teólogo Max Weber, o qual relacionou que a “teoria da predestinação”, a qual afirma que todo indivíduo possui um destino irreversível, funcionaria como um consolo moral na proporção em que o indivíduo trabalhasse em prol de uma única finalidade, esquecer as incertezas terrenas. No entanto, quando o ex-presidente Juscelino Kubitschek apresentou a diversidade dos produtos estrangeiros aos brasileiros, a utilidade das atividades laborais mudaram, de maneira que aumentaram as frustações terrenas à medida que criaram uma cultura de consumo insustentável para a maioria dos brasilenses. Assim, percebe-se que o trabalho influencia diretamente a psique de um indivíduo a partir do momento em que ele delimita a aquisição de itens almejados.

Ademais, convém frisar que o evento da globalização corroborou para a ratificação de padrões de vida e de consumo inatingíveis para a maior parte da população. Uma prova disso está na demasiada publicidade aplicada no bem-estar de personalidades famosas por meio das redes sociais, uma vez que a rotina desses indivíduos somente destaca a abundância de dinheiro, poder e felicidade. Isto é, conforme a globalização aumentou o contato entre as classes sociais, ela também fortaleceu os padrões de consumo e, consequemente, ampliou as as incertezas morais do público que possui o maior acesso às redes sociais, os jovens. Logo, nota-se que a mente de um jovem se torna conturbada e frustrada à proporção que lhe é mostrado uma esfera social restrita e inatingível, bem como também, justifica o fato de que nos últimos 16 anos, a quantidade de brasileiros com depressão cresceu cerca de 705%, principalmente no público jovem, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde.