O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/07/2018

“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Essa afirmação da filósofa francesa Simone de Beauvoir pode ser facilmente aplicada ao contexto do aumento dos casos de depressão entre os jovens no Brasil, já que mais espantoso do que a ineficácia de campanhas públicas é a naturalidade como a situação é tratada. Assim, esse quadro tem origem incontestável no avanço do uso exagerado dos meios de comunicação e, infelizmente, na persistência da cultura do “bullying” em sociedade.

Em primeiro lugar, vale salientar que as inconstâncias e a rapidez das relações humanas na contemporaneidade ocasiona o individualismo. Conforme a obra do Sociólogo Zygmunt Bauman - modernidade líquida- as interações sociais são as mais afetadas com a pós-modernidade, pois, com a Revolução técnico-científico-informacional, as pessoas diminuíram o tempo de convívio social por conta do acréscimo da “internet” no cotidiano. Ademais, os casos de depressão estão, na maioria das vezes, relacionados aos resultados do Capitalismo, como ocorreu em 1929 nos Estados Unidos, em que pode perceber o aumento do suicídio derivado da crise financeira da época.

Entrementes, outro aspecto a ser avaliado é a participação da mídia na diminuição do preconceito no país, por meio de comerciais e programas educativos os quais devam mostrar as consequências da prática do “bullying” na saúde mental dos indivíduos com intuito de conscientizar a população. Outrossim, a depressão foi um tema recorrente na prosa da segunda geração romântica, em que os poetas demonstravam em seus textos a morte como solução para amenizar a pressão exercida pela sociedade, a qual têm costumes patriarcais enraizados que devem ser combatidos para diminuir os casos de suicídio no país.

Diante do exposto e, em concordância com Newton, um corpo tende a permanecer em seu estado de movimento até que uma força atue sobre ele. Dessa forma, a aplicação de uma força contra o percurso do aumento dos casos de depressão é imprescindível e essencial para combatê-lo. A fim de atenuar o problema, é fundamental que o Governo Federal, em parceria com a esfera Estadual e Municipal do Poder, elabore um plano de implementação de consultórios de psicologia em regiões onde há um elevado índice de depressão, com a finalidade de promover o diálogo na sociedade e fornecer suporte para as pessoas que enfrentam a doença. Além de buscar a associação às emissoras de televisão para realizar campanhas de abrangência nacional, realizadas por professores especializados na área, demonstrando formas de combater o “bullying” no país. Portanto, seguindo essas ações, a morte não será mais solução para a depressão como ocorrido no Romantismo.