O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/06/2018
Nos últimos anos, o debate acerca da depressão tornou-se frequente no cotidiano do brasileiro, seja pela importância quanto à saúde mental, seja por dificultar a convivência plena de um cidadão. Nesse sentido, no atual cenário brasileiro, é fundamental o combate ao aumento da depressão entre os jovens, uma vez que tal condição vai de encontro à dignidade humana e compromete o desenvolvimento socioeconômico da nação.
Sob essa perspectiva, é necessário citar as transformações que o perfil depressivo traz no dia a dia do indivíduo. Isto é, o jovem depressivo possui uma rotina diferente de outros jovens, não apenas no fato da irregularidade à ida às aulas escolares, como também no próprio ambiente familiar, onde a ausência de diálogo interfere, ainda mais, na mudança de comportamento e no aprofundamento dos sintomas depressivos – constante tristeza, solidão, ansiedade. Dessa forma, se a Organização Mundial da Saúde defende a saúde como ‘‘completo bem estar social, físico e mental’’, então, não se poderá ter o devido acesso à ela enquanto o acompanhamento profissional desses jovens não for realidade.
Ademais, o aumento da depressão entre os jovens brasileiros interfere na dinâmica econômica do país. Isso decorre do fato de que a população mundial está ficando ‘‘envelhecida’’, logo, a população jovem deve ser inserida na dinâmica econômica. Por outro lado, jovens em potencial não conseguem ter a devida formação educacional em função das dificuldades impostas quando ele apresenta um caráter depressivo. Em razão disso, tal como cita Immanuel Kant, ‘‘O ser humano é tudo aquilo que a educação faz dele’’, assim, políticas socioeducativas podem contribuir para o melhor desenvolvimento intelectual desses jovens, ao mesmo tempo em que visa o progresso econômico do país.
Portanto, tendo em vista a relevância dessa problemática no Brasil, cabe ao Ministério da Saúde em conjuntura com prefeituras municipais o desenvolvimento de uma política de apoio mais eficiente às pessoas com depressão, baseada em profissionais que atuem rotineiramente com fornecimentos de consultas gratuitas – psiquiatras, psicólogos -, e planos de ação em escolas públicas e privadas – dinâmicas, feiras culturais. Aliado a isso, é de importância civil que grandes empresas nacionais possam fornecer cursos de capacitação para jovens aprendizes que possuem tendência à depressão, incitando o poder das relações interpessoais e o potencial transformador do conhecimento em meio ao acompanhamento de profissionais da saúde. Assim, espera-se que tais mudanças possam atenuar essa questão no país.