O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 04/06/2018
A adolescência é uma fase da vida composta das mais diversas mudanças físicas, biológicas e psicológicas. Esta fase também representa uma aumento da autonomia e ampliação dos vínculos extrafamiliares, independência e experimentação de novos comportamentos que podem acrescer o risco de transtornos psicológicos e doenças crônicas, como a depressão. Tristeza, pessimismo e perda de interesse em atividades que prejudicam significamente o dia-a-dia caracterizam a depressão.
Segundo a psicanalista alemã Karen Horney “A preocupação deveria levar-nos à ação e não à depressão”, nesse sentido pode-se inferir que eventos rotineiros como situações estressantes, perda de emprego, falecimento de um ente querido, problemas familiares e interpessoais são os principais impulsionadores dessa doença silenciosa. Demanda-se que estejam capacitados a exercer inúmeros papéis sociais de maneira eficiente, sobrecarregando os mesmos.
Somando a isso, estima-se que cerca de 350 milhões de pessoas no mundo sofram de depressão, na qual 15% cometem suicídio segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa fato mostra o quão graves podem ser os impactos desse problema na sociedade, tendo em vista que o isolamento e a tristeza acabam diminuindo a produtividade do indivíduo.
Dado o exposto, é imperativo uma ação conjunta entre Estado e sociedade, principalmente as instituições familiares a fim de combater a depressão. O governo tem a função de elaborar politicas públicas para desenvolver a consciência cidadã e buscar o cuidado dos doentes através de palestras educacionais em empresas, escolas e centros urbanos. Já a família tem o dever de atuar na construção do indivíduo por meio de atitudes que o torne fiscalizador do mundo que o cerca a fim de beneficiar toda a sociedade uma vez que as relações humanas são interdependentes entre todos os cidadãos.