O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 26/06/2018

Considerada como o mal do século XXI para muitos médicos, a exemplo a Sílvia Ivancko, psicoterapeuta e psicóloga no Instituto de Cancerologia de São Paulo, a depressão ganha forças à medida que os anos avançam. Em números, o aumento representa 705% em apenas 16 anos, dados publicados pelo site www.cartanaescola.com.br. Dentre as principais vítimas desse mal, encontra-se os jovens. Pressão à entrada ao mercado de trabalho, ou uma boa faculdade exercida pela sociedade aos jovens é um dos grandes fatores para o quadro de depressão.

Com a criação de programas sociais, como o Fies e o Sisu, a entrada de um estudante ao curso superior ficou mais fácil, contudo, a concorrência para o acesso das universidades aumentou, no Brasil. De acordo com a coerção social, que é uma teoria do sociólogo Émile Durkheim, onde o mesmo define como, em síntese, ideais impostos da sociedade ao indivíduo, um estudante, por exemplo, recebe uma pressão social onde o discente se encontra na obrigação de adentrar a uma boa faculdade. O curso de Medicina por exemplo, relata cerca de 41% estudantes com sintomas de depressão, segundo o estudo de doutorado da psicóloga Fernanda Brenneisen Mayer.

Segundo o Dr. Drauzio Varella, o jovem depressivo precisa de tratamento médico intensivo, total atenção dos pais e o uso consciente de antidepressivos para que possa se livrar da depressão. Isso, obviamente, com uma parceria do Estado, visto que tal é o poder máximo de uma sociedade.

É evidente, portanto que, a primeiro instante o Estado, através de subsídios, criar programas sociais, em parceria com as universidades de psicologia e psiquiatria, onde os recém formados prestassem serviços à sociedade, auxiliando assim à população, em priori aos jovens que são os principais afetados em quadros de depressão. Segundo o Dr Drauzio Varella, a maioria dos médicos que receitam antidepressivos não são os psiquiatras. O Estado deve, portanto, proibir o profissional que não seja psiquiatra de medicar os antidepressivos, pois não são especialistas nessa área, um ortopedista, um clínico geral, ou até mesmo um ginecologista, hoje, podem receitar o uso de antidepressivos, isso está totalmente precipitado, visto que são instruídos a atuar em outras áreas, que são de igual importância, porém não sabem com clareza o que estão receitando. Os psiquiatras, médicos instruídos e preparados para atuar na cura de doenças psiquiátricas, devem buscar construir um diálogo menos rebuscado para com o seu paciente, visto que a instrução deve ser clara e eficaz para que o paciente entenda por completo o que deve fazer para ser curado do quadro de depressão. Conscientizar os psiquiatras a estabelecerem um conexão médico-paciente e médico-familiares, para que pacientes e familiares sintam-se confiantes a relatar todo tipo de problema psicológico que sofrem.