O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/07/2018
Uma das enfermidades mais temidas e com grande influência no século XXI, considerada o mal da atualidade, é a depressão. Doença crônica que afeta cerca de 4,4% da população mundial, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Atingindo grande parte dos jovens, essa está diretamente ligada ao alto índice de suicídios na adolescência, sendo necessária a discussão sobre as causas de depressão nos jovens.
Com os avanços tecnológicos, esporadicamente vemos um adolescente sem celular, as redes sociais são as principais ferramentas que eles encontram para se relacionar com os outros, e ali vivem uma falsa exposição de felicidade. Essas relações superficiais contribuem para a solidão e a sensação de fracasso na adolescência, gerando-lhes uma constante tristeza e o desânimo para outras atividades.
Além disso, segundo a OMS o suicídio foi a segunda maior causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos. Isso está diretamente ligado a depressão, que representa os medos e a incertezas nessa fase da vida, por exemplo, as pressões da escolha profissional, os problemas familiares e a identificação pessoal. Ao se depararem com esse contexto, e não aguentar tamanha pressão, muitos jovens optam por darem fim a própria vida, com intuito de aliviar esse sofrimento.
Depressão é uma doença séria, com casos de extrema delicadeza, sendo necessário acompanhamento de profissionais especializados. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde atribuir profissionais especializados em doenças crônicas ao Sistema Único de Saúde (SUS) afim de que todas as pessoas que se encontram em estado depressivo possam ter um acompanhamento médico de qualidade. Ademais, deve haver sinergia entre esse e o Ministério da Educação, com a implantação de palestras de conscientização, consultas e acompanhamento aos alunos da rede pública de ensino, realizados por profissionais da área, com o objetivo de minimizar esses quadros nas crianças e adolescentes.