O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/05/2018

A Depressão Juvenil no Mundo Tecnológico

Em meados do século XIX, firmou-se no Brasil o movimento literário conhecido como Romantismo de 2° Geração, pautado na abordagem de temáticas como a melancolia, apatia moral e pessimismo, principalmente por jovens autores.  Na atualidade, apesar de o movimento já ter acabado, tais características ainda se encontram presente na sociedade brasileira, em virtude do aumento da depressão entre os seus jovens, seja pelo paradigma imposto pelas redes sociais, seja pela nova configuração das relações humanas na modernidade.

Ao se analisar os recentes impactos promovidos pela eclosão das plataformas de comunicação digital, como o Instagram e o Facebook, tem-se que elas atuam como uma das  causas da depressão juvenil. Segundo o pensamento do economista alemão Klaus Schwab, a Nova Ordem Mundial, estabelecida após a Guerra Fria, estruturou as condições para a chegada da 4° Revolução Industrial, na qual a mundialização do acesso às vias eletrônicas tornam os indivíduos cada vez mais dependentes dessas redes. Em função disso, os jovens são fixados em um ambiente egocêntrico de constante comparação social, na qual o valor do ser humano é quantificado em números de curtidas; gerando, assim, um constante estado de depressão, segundo os estudos da Psicologia.

Outro importante fator que vem agravando a psique juvenil é a vigente efemeridade das relações humanas na atual conjuntura mundial. Segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, devido ao intenso ritmo em que o mundo se encontra, os vínculos humanos têm a chance de serem rompidos a qualquer momento, causando uma disposição ao isolamento social, o qual, segundo os estudos das Neurociências,  facilita o desenvolvimento da depressão clínica.

Sendo assim, percebe-se a necessidade da tomada das medidas corretas para solucionar essa triste conjuntura. Primeiramente, o Governo Federal deve investir verbas e recursos humanos ao Ministério da Educação, para que este possa desenvolver projetos de educação tecnológica nas escolas, de forma a conscientizar os jovens sobre os diversos aspectos da Internet e das redes sociais, para que o seu uso seja saudável, e não, uma base depressiva. Além disso, o Governo Federal deve criar órgãos subordinados ao Ministério da Saúde que ofereçam suporte psicológico a essa faixa etária, como medida remediadora e preventiva.  Por outro lado, a mídia televisiva pode trazer esse debate à tona por meio de novelas e reportagens; evidenciando, pois, os impactos da modernidade e suas tecnologias no bem estar mental dos adolescentes.  Apenas assim, a juventude brasileira poderá sair de seu estado melancólico.