O acesso à moradia em questão no Brasil
Enviada em 29/06/2024
Na obra litéraria brasileira “Capitães de Areia”, do autor Jorge Amado, é retratada a vida de crianças em situação de rua que recorrem à práticas criminosas para garantir sua sobrevivência, devido à falta de moradia. Análogo ao livro, na sociedade brasileira, muitas pessoas não têm acesso à residência e acabam tendo que viver nas ruas. Essa questão social está relacionada a diversos fatores, como o mal planejamento urbano e o estigma associado às pessoas em situação de rua.
Em primeiro lugar, é essencial analisar a prática dos Cercamentos durante a Revolução Industrial na Euroupa, em que terras camponesas foram cercadas, estimulando o êxodo rural dos camponeses em busca de emprego. Porém, os centros urbanos não estavam preparados para o intenso fluxo de pessoas, o que levou muitos indivíduos a morarem nas ruas. A partir dessa análise, observa-se a influência do mal planejamento urbano no acesso dos cidadãos a habitação. Uma cidade desestruturada não consegue suprir as necessidades de todos os habitantes, fazendo com que muitos deles fiquem desamparados.
Em segundo lugar, é fundamental destacar a estigmatização relacionada aos moradores de rua existente na contemporaneidade brasileira. Isso é perceptível na telenovela brasileira “Chiquititas”, na qual é abordada a marginalização de crianças em situação de rua, que são frequentemente associadas à criminalidade por meio de esteriótipos negativos. Assim como na obra, é construído um imaginário preconceituoso relacionado à população sem moradia, resultando no receio de muitas pessoas em fornecer apoio a esse grupo.
Portanto, são necessárias medidas para resolver a questão da ausência de acesso à residência no Brasil. Cabe ao Ministério das Cidades, órgão governamental responsável pela política habitacional do país, estabelecer um planejamento urbano mais eficaz e que incluia a instituição de acolhimentos habitacionais de boa qualidade, a fim de prover moradias a todos os indivíduos. Além disso, é importante que o Estado promova a descontrução da visão discriminatória atrelada aos moradores de rua por meio de programas comunitários que visem humanizar esse grupo social e estimular a população a fornecer suporte.