O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 05/08/2022

No século XVIII iniciou-se uma revolução que tornaria a mudar o mundo: A Revolução Industrial. Responsável por diversas mudanças sociais e avanços tecnológicos, tornou-se um marco para a reestruturação da sociedade com base no trabalho. Hodiernamente, vivemos a Quarta Revolução Industrial, que engloba um vasto sistema de tecnologias avançadas em uma era quase que totalmene conectada: cerca de 42% da população brasileira é digitalmente excluída. Dessa forma, a exclusão digital originou um novo preconceito social que afasta os excluídos da educação, da saúde e da informação.

Mormente, deve-se salientar que o mundo digital pode ser visto como uma caixa: aqueles que estão no interior podem ser considerados incluídos na sociedade, haja vista que estão inteirados sobre os ocorridos recentes do mundo, possuindo acesso à todas as ferramentas que a internet possibilita. Por outro lado, estão os párias da era digital, que não possuem acesso à internet, tornando-se alienados da humanidade. Tal qual evidencia a Moralidade Senhor-Escravo, conceito elaborado pelo filósofo Friedrich Nietzsche, fundamentado em dois opostos: a moral do senhor - os dominantes, nesse caso, os inclusos no universo digital - e a moral do escravo - guiados pelos valores morais dos senhores, nesse caso, os excluídos.

Outrossim, vale destacar que o acesso restrito à internet significa também restrição à educação, à informação, entre outras coisas. Nesse viés, restringir o acesso ao ensino é retirar dos excluídos a possibilidade de uma vida com oportunidades. Tal como disse Nelson Mandela, o mais importante líder da África do Sul: a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo. Ademais, ao elitizar o ensino, através da internet, nega-se o direito de ser cidadão.

Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para mitigar o impasse. Logo, cabe ao Ministério da Educação garantir melhor infraestrutura nas escolas públicas, através da modernização dos equipamentos tecnológicos (computadores e internet), adequação de um espaço apropriado para utilização dos mesmos e capacitação de instrutores para garantir um ensino qualificado. Assim sendo, espera-se uma redução no índice de exclusão, bem como melhor qualidade de vida.