O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 19/07/2022
O sentimento de impotência perante uma adversidade de dificil resolução, gerando, um ceticismo acerca da possibilidade de haver um futuro melhor. Observa-se isso na personagem em destaque, no quadro “Sem esperança” da pintora Frida Kahlo. Contudo essa visão não se limita à arte, já que, na realidade, poucos têm acreditado na superação, por exemplo a falta de acesso à internet no Brasil dificultando, desse modo, a busca por soluções. Nesse prisma, cabe analisar essa questão no país.
Antes de tudo, nota-se a ausência de medidas governamentais, que se mostra negligente ao não garantir o acesso à internet. resultado da inércia estatal. Isso porque há uma falha no processo de aplicação de leis existentes, uma vez que o Marco Civil da Internet aprovado pelo Congresso Nacional em 2014 o qual prevê em seu artigo sétimo que a internet é fundamental ao exercício da cidadania, o que prejudica a integridade do individuo. Sendo assim, verifica-se a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo Thomas Hobbes, posto que o governo não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos.
Ademais, percebe-se a falta de empenho coletivo para alcançar, realmente, uma sociedade com acesso a internet. Como prova, verifica-se a omissão de parte da população em não lutar por investimento financeiro estatal, posto que faltam verbas para assegurar por exemplo, tecnológias básicas, como a internet ou até mesmo televisores, promovendo o aumento das desigualdades sociais e, acarretando em uma série de consequências que, levam o indivíduo a uma posterior segregação informacional, desqualificando e incapacitando o agente para o mercado de trabalho atual. Tomando as reflexões do sociologo Zygmunt Bauman para exolicar esse cenário, constata-se que em virtude do pessimismo, que se intensificou após a Segunda Guerra Mundial, as pessoas começaram a aceitar quadros negativos.
Portanto, compete às prefeituras de cada município, oferecer linhas gratuitas de internet, a partir de acordos com governo para projetos de EAD, entre outros direitos básicos essenciais para a formação do indivíduo, construindo desse modo, uma sociedade justa e amplamente capacitada.