O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 07/05/2022

De acordo com Steve Jobs, fundador da empresa Apple, a tecnologia move o mundo. De fato, os avanços tecnológicos contribuíram para que a interação entre indivíduos através das redes sociais se tornasse cada vez mais comum, contudo, deu-se de forma excludente, já que grande parte da população brasileira não possui acesso à internet. Isso ocorre devido a desigualdade socioeconômica e pela negligência governamental

Em primeira análise, é importante pontuar que as altas taxas de pessoas desconectadas da web derivam, principalmente, por conta da desigualdade social. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 40 milhões de brasileiros não possuem acesso à internet. Além disso, cerca de 60% do “grupo de desconectados” pertencem às classes D e E. Deste modo, constata-se que a internet é algo restrito as camadas mais altas da sociedade.

Em segunda análise, vale ressaltar que em 2014 a Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que o acesso à internet é considerado um direito humano e que desconectar a população da web viola este direito. Conforme o filósofo contratualista John Locke, a criação do estado ocorre para que haja a garantia dos direitos da população. Logo, a baixa atuação do Estado brasileiro contrapõe-se a essa resolução, visto que que negligencia o direito da população brasileira ao acesso à internet.

Portanto, medidas devem ser tomadas para democratizar o acesso à internet no Brasil. Para tal, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação através do redirecionamento de verbas às prefeituras municipais realize obras de infraestrutura, como a disponibilização de rede 4G e a implementação de computadores em zonas rurais e periféricas. Dessa forma, seria possível viabilizar o acesso da população vulnerável aos dispositivos tecnológicos, e de fato, diminuir a desigualdade virtual.