O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 01/04/2022
No filme “Modo Avião”, a “influencer” Ana tem o acesso à internet cortado pelos pais e a trama se desenvolve na desinformação da menina sobre os principais assuntos do meio virtual. Fora da ficção, a sociedade brasileira enfrenta problemas para acessar a rede, principalmente pelo custo dos serviços de internet e a falta de ensinamentos sobre o acesso.
Em primeiro plano, é importante considerar o valor dos aparelhos de “wi-fi”, uma vez que, segundo o portal de notícias UOL, quase 12% dos cidadãos consideram os serviços com alto custo. Dessa maneira, é perceptível que uma pessoa com uma fonte de renda pequena irá privilegiar as necessidades básicas, como a alimentação, e dificilmente pagará elevadas despesas de internet. Além disso, brasileiros com baixos recursos que se concentram em periferias enfrentam dificuldades, já que, perante noticiado no “R7”, em São Paulo a qualidade da rede e a infraestrutura são extremamente piores em comunidades. Assim, a sociedade carente fica restrita a somente uma companhia de internet que chega ao bairro e que além de cara é inferior.
Ademais, é necessário ressaltar a desinformação sobre o uso do espaço virtual, visto que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 40% dos brasileiros não sabem usar a internet e apenas 38% dos idosos usam a rede. Desse modo, percebe-se que os cidadãos mais velhos, que estão longe da era tecnológica, dificilmente terão acesso à internet. A questão problemática é que sem a ajuda do Estado, essa população ficará desinformada, infringindo o direito do brasileiro de obter informações, de acordo com a Constituição.
Diante desse cenário, a população brasileira, zeladora de seus direitos, poderia pressionar o Governo do Brasil para baratear e melhorar o acesso à internet de bairros carentes, por meio de passeatas, abaixo-assinado e e-mails, com o intuito de acabar com a desinformação. Além disso, o Ministério das Tecnologias, responsável pela inclusão digital, poderia desenvolver aulas gratuitas sobre os meios tecnológicos, usando de jovens como professores, a fim de ensinar o básico sobre o acesso à internet e solucionar o problema na faixa etária mais velha.