O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 12/12/2021

O século XX foi um período marcado pela a expansão dos avanços tecnológicos no mundo inteiro e vem até hoje estando presente na vida de todos, de maneira análoga a isso podemos observar o cenário em que o Brasil encaixa em questão do acesso a internet. Nesse âmbito destacam-se dois aspectos importantes, a desigualdade social e a falta de atuação do Estado.

Em primeira análise, evidencia-se a desigualdade social. Sob essa ética, um levantamento do IBGE mostra que um em cada quatro pessoas no Brasil não têm acesso à internet, em números totais isso representa cerca de 46 milhões de brasileiros que não possuem acesso à rede, nessa perspectiva uma parcela da população que se encontra desfavorecida ao poder aquisitivo de ter acesso à internet, o que tonifica a privatização desse grupo ao uso das ferramentas, seja ela ao usar as redes sociais ou fazer pesquisas. Dessa forma, são necessários meios que possibilitem a inclusão tecnológica desse grupo que são vítimas da desigualdade.

Além disso, é notório a ineficácia atuação do Estado que ao em vez de solucionarem o problema só fazem progredir cada vez mais esse problema. Como dia no Art. 3º da Constituição Federal do Brasil “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.” Consoante a isso, seria identificado como imprecisamente, dado o pouco auxílio do governo no que tange ao fornecimento de utensílios tecnológicos à população necessitada, os quais são um dos requisitos para o acesso à internet. Assim, enquanto não houver uma ressignificação dessa população que mais precisa de ajuda ainda veremos em vigor a inserção desigual à internet no Brasil.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter a desigualdade em relação ao acesso à internet no Brasil. Dessa maneira cabe ao Ministério da Tecnologia, por meio do redirecionamento de verbas às prefeituras municipais, criar ambientes públicos que contenham dispositivos conectados à rede mundial de computadores, como celulares, “tablets” e “notebooks”. Isso deve ser feito a fim de não apenas possibilitar o acesso da população necessitada às diversas ferramentas digitais, tais quais redes sociais e sites de pesquisas, mas para modificar a conjuntura de acesso digital discrepante enraizada na nação brasileira. E somente assim a internet que vem desde o início da Terceira Revolução Industrial mudando o dia a dia das pessoas, contemplará um número maior de brasileiros. Terceira Revolução