O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 12/12/2021

Acesso a todos

Uma ferramenta tecnológica criada para ajudar no início do século XX, se tornou hoje mais um dos fatores da desigualdade brasileira. Visto que, esses dois últimos anos de pandemia o acesso à internet se tornamos uma questão social, podendo comparar e refletir sobre o poder aquisitivo daquele que tem o wifi em casa e de uma família que não consegue comprar uma cesta básica, dois fatores são relevantes : a ineficiência do governo e a falta de investimento.

Em primeira análise evidencia-se a falta de ações governamentais no extenso território nacional, principalmente em regiões carentes tornando a internet inacessível. Sob essa ótica, uma pesquisa feita em 2021 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) consta que 12,6 milhões da população brasileira não tem acesso à internet, destacando 26,2% que não possui internet por não ter condições para comprar um acesso de WIFI. Dessa forma, é perceptível que o elevado custo dos serviços de banda larga é uma das dificuldades do brasileiro, e com a falta de conscientização e a instabilidade na economia do governo, priva o conhecimento e novas portas para estudantes e profissionais.

Além disso, é notório que o Brasil não investe em tecnologia para distribuição, e nem investe em programações de acesso gratuito para beneficiar as populações mais carentes em acesso básico, a qual não somente vai contribuir para melhora da educação e formação profissional dos estudantes. Como também melhor qualidade ao serviço de saúde público, que necessita de conectividade em tempo real, com ambulatórios, hospitais, e centro especializados que podem se de vital importância para salvar a vida, por justamente provocar a falta de comunicação, visto que, este é um dos principais benefícios proporcionados pelo acesso à internet.

Em suma, cabe ao ministério da Tecnologia, redirecionar o investimento de verbas para criar acessos públicos que possuem aparelhos que distribuam a internet em satélite onde as populações carentes possam usa-la. Cabe criar também, incentivos de programas fiscais, reduzindo os impostos, fazendo assim, as redes de banda larga reduzir o preço para todos terem acesso.