O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 12/12/2021
Em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que “o acesso à internet é um direito humano do século XXI”. Ou seja, no contexto de uma sociedade hiperconectada, a internet faz-se indispensável para quaisquer indivíduo, seja para lazer, estudo, trabalho e até mesmo garantia de outros direitos. Sendo assim, a exclusão digital é também considerada uma exclusão social que, ainda afeta uma grande parcela da população mundial como resultado da pobreza.
Cumpre mencionar que, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) definem-se pelo conjunto de programas, equipamentos e aplicativos que possibilitam o pleno acesso à internet. Para contextualizar, 42% dos lares brasileiros não possuem computador. No ano de 2020, como resultado da pandemia do Coronavírus, a necessidade emergêncial da criação de uma solução para continuar o ano letivo de forma não presencial, ignorou este fator optando pelo ensino à distância. Por conta da inacessibilidade de muitos alunos, isso foi fortemente refletido no baixo desempenho escolas públicas.
Atualmente, para conseguir emitir a primeira via ou renovação de algum documento no Brasil, é necessário o agendamento virtual no site do órgão expeditor do mesmo. Ou seja, para possuir acesso à um direito básico- documento, você precisa primeiro de outro- a internet, que ainda é muito inacessível no país. É correto sermos prejudicados por algo que não esta em nosso alcance?
Em virtude dos fatos mencionados, podemos ver quão prejudicial a exclusão digital é para todas as idades. Para garantir uma vida plena com acesso à informações e possibilidades, temos por direito o acesso à internet e meios tecnológicos. Com a grande inacessibilidade causada pela questão social, o governo pode interferir neste assunto com um investimento maior em programas já existentes, como o ‘Wi-Fi Livre SP", que disponibiliza acesso gratuito à rede Wi-Fi em pontos públicos de São Paulo. Outra possibilidade, é a disponibilização de computadores com acesso à internet em escolas públicas para a população menos desfavorecida desta região.