O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 29/03/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em ser artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o acesso à internet em questão no Brasil, dificultando desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro, desigualdade social e a educação a distância durante a pandemia de Covid-19.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a enorme desigualdade social presente no Brasil para combater as negligências em relação ao acesso a internet. Nesse sentido, o Brasil, país com aproximadamente 211 milhões de habitantes ainda se encontra em um atual cenário de desigualdade de classes, onde pessoas de baixa renda não conseguem se quer ter acesso à internet. Segundo a pesquisa feita pelo Cetic, “em 2019, 74% da população tinha acesso à internet, o que correspondia a 134 milhões de pessoas do país”. Deixando de lado uma grande parcela da população sem esse direito social tão importante. Logo, pode ser aplicada facilmente à falta de importância dada a grande desigualdade social mostrando que a sociedade brasileira “passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar mais atenção.” Como afirma o sociólogo Georg Simmel em a “Atitude Blasé”, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a grande dificuldade em questão a educação durante a pandemia do Covid-19 no Brasil. Diante de tal exposto, é evidente que o ensino educativo no país ocorre de forma EAD (Educação à distância), tendo em vista, de que isso ocorre em um país onde apenas 58% da população possuem computadores o que dificulta a aprendizagem, prejudicando a maioria dos jovens em situações mais vulneráveis. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o governo brasileiro, por intermédio do Ministério da Educação, se junte para assim criar sanções que irão favorecer pessoas sem o acesso à internet para conseguirem manter suas vidas acadêmicas e pessoais sem sofrerem as consequências de um país desigual. A fim de salientar os grandes problemas atuais, proporcionando uma sociedade igualitária para todos os cidadãos brasileiro. Assim, se consolidará uma sociedade mais leal, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.