O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 29/03/2021

Internet contra educação

É obrigação do estado prover educação para todas as crianças e adolescentes em idade escolar, porém com a pandemia do coronavírus fica mais difícil cumprir essa missão. A solução encontrada, foi a implementação do ensino a distância conhecido como EAD. No entanto, na realidade do Brasil, esse método de ensino torna a desigualdade ainda maior, porque cerca de 42% da população brasileira ainda não tem acesso a internet (de acordo com www.mundoeducacao.com.br) tornando o acesso à educação ainda mais difícil. Além disso, o EAD demanda uma disciplina muito grande do aluno e muitas vezes, por vários motivos diferentes como, um ambiente inadequado, muito barulho ou até mesmo dificuldade de concentração, estudar se torna um desafio.

Em primeiro lugar, por conta da falta de internet e de condições financeiras para adquirir a mesma, o acesso à educação se tornou uma verdadeira luta. No entanto, iniciativas como a da prefeitura de São Paulo têm se tornado ainda mais comuns. Essa iniciativa é uma tentativa de diminuir a desigualdade no EAD, fornecendo internet gratuita para famílias necessitadas. Além disso, foram feitas (segundo o G1) a entrega de 465 mil tablets para o estudo a distância. Com a fortificação da onda de casos e a interrupção das aulas presenciais, os estudantes de todas as idades voltaram a enfrentar esse desafio.

Em segundo lugar, os professores têm que enfrentar mais um desafio na sua luta para disseminar o vírus da educação. Com as diversas interrupções das aulas presenciais, os mesmos estão tendo que trabalhar o dobro para conseguir dar uma aula de qualidade. A dificuldade com a tecnologia, o sentimento de solidão e a exaustão fazem parte da vida de diversos professores. Muitos tiveram que “se virar” para conseguir uma internet de qualidade e aparelhos tecnológicos para darem aula. A falta de apoio do governo, e de infraestrutura nas escolas para aguentar o distanciamento social é um dos muitos argumentos do sindicato dos professores contra a volta das aulas presenciais.

Concluímos então que o momento é difícil para todos, em uma escala global e os principais setores afetados são a saúde, educação e a economia. A criação de uma rotina, no alcance da vida do índividuo é fundamental para se criar disciplina e conseguir melhorar os estudos. O apoio do governo com investimentos na educação, ouvir os professor e prover suporte psicológico gratuito a todos, além de criar plataformas competentes para o estudos, incentar o aluno e dar suporte para os professores, é fundamental. A disseminação do conhecimento, é a melhor maneira para melhorar a qualidade de vida de uma pessoa, ou até mesmo de um país.