O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 22/07/2020
O sociólogo Pierre Lévy aborda a criação de uma cultura que se dá nas redes, denominada de cibercultura. Consoante o autor, a web permite o contato entre escola, alunos e professores, ocorrendo uma troca de saberes entre os pares. Essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, visto que o acesso à internet não é uma realidade de todos. Dessa forma, é vital ressaltar a inação governamental como causa, bem como os prejuízos sociais fomentados em decorrência disso.
Em primeiro lugar, é mister analisar a inação governamental no sentido de democratizar o acesso à internet no Brasil. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 45,9 milhões de brasileiros não têm conexão à banda larga, correspondendo mais de 25% da população com 10 anos ou mais. Desse modo, nota-se que o governo brasileiro não apresenta políticas que priorizem a universalização das redes. Segundo o portal G1, o Brasil é o 7º país mais desconectado do mundo e esse fator atrasa e prejudica o seu desenvolvimento.
Ademais, a falta de conectividade fomenta as diferenças sociais. Além disso, uma pesquisa apresentada no portal Uol apontou que o acesso à tecnologia é o novo indicador de desigualdade, podendo marcar a exclusão social e a igualdade de oportunidades. Prova disso é o que está acontecendo na atual pandemia, onde o ensino remoto é a única forma de escolarização. Contudo, a falta de conexão impede que muitos alunos tenham o direito à educação, garantido na Constituição, efetivado, pois de acordo com o portal Uol, 42% das casas no Brasil não têm computador. Dessarte, urge ações para garantir a inclusão digital no país. Cabe ao Ministério das Comunicações ofertar uma banda larga popular, por meio de parceria com as empresas de telecomunicações, a fim de oportunizar a todos os cidadãos o acesso às redes. Outrossim, as famílias com renda até um salário mínimo por pessoa, terão gratuidade. Feito isso, essa troca de saberes propagada por Pierre Lévy será uma realidade no Brasil.