O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 22/07/2020
Durante a década de 1970, iniciava-se nos Estados Unidos a Terceira Revolução Industrial, período em que a internet começou a ser difundida por todo o mundo, entretanto, de forma restrita a grandes empresas que aliavam a tecnologia à produção industrial. Hodiernamente, em território nacional, é perceptível que a desigualdade no acesso à internet ainda existe, o que impede a democratização do alcance de informações rápidas. Com isso, identifica-se que a desproporcional distribuição de renda e a baixa cobertura digital em lugares remotos do país amplificam essa problemática.
Em primeira análise, verifica-se que a renda insuficiente de algumas famílias dificulta a aquisição de um plano de internet. De forma análoga, o longa-metragem sul-coreano “Parasita” mostra uma família suburbana que, no início da trama, por não possuir dinheiro suficiente, utilizava a rede móvel de internet de seus vizinhos. Do mesmo modo, são inúmeros os cidadãos brasileiros que vivem em situações semelhantes a essa que é apresentada no filme. Em vista disso, é notável que esses indivíduos precisam usar a renda mensal que eles ganham para comprar outros bens indispensáveis para a manutenção da vida, e por isso, a internet fica em um plano secundário de necessidades.
Ademais, evidencia-se que ainda existem localidades distantes em que o sinal de internet é precário e, por vezes, até mesmo inexistente. Semelhantemente, o filme brasileiro “Modo Avião” retrata os desafios enfrentados pela influenciadora digital Ana quando ela precisou viver um tempo com seu avô, o qual mora em um sítio que não tem internet disponível. Com isso, denota-se que a realidade apresentada na ficção também acomete vários moradores de municípios interioranos do país. Por fim, observa-se que as empresas provedoras de internet não costumam expandir muito as suas áreas de cobertura, pois atingiriam poucos possíveis consumidores.
Mediante o exposto, faz-se necessário o desenvolvimento de medidas que possam tornar a internet um bem mais acessível à população. Para tanto, as corporações fornecedoras da rede de internet precisariam ampliar a abrangência de seus satélites para áreas mais afastadas. Para isso, essa ação se concretizaria por meio de incentivos fiscais propostos pelo Ministério das Comunicações -órgão responsável pela inclusão digital dos brasileiros-, e teria a finalidade de aumentar a quantidade de indivíduos que conseguem se conectar com a internet e desfrutar das imensuráveis funcionalidades que ela oferece. Dessa maneira, a persistência da disparidade no acesso à internet, que é um impasse enfrentado pelo mundo todo desde a Terceira Revolução Industrial, poderia ser paulatinamente amenizada no Brasil.