O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 21/07/2020

O pré requisito da contemporaneidade

Devido a pandemia de Covid-19, escolas ao redor do território brasileiro adotaram o EaD (Ensino a Distância), devido ao isolamento social necessário nesse momento. No entanto, grande parte da população brasileira não tem acesso à esse recurso, o que acaba transformando o ensino mais desigual do que já era, e consequentemente impactando sobretudo no ENEM, que relutou para remarcar suas datas.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) em 2016, a média das escolas brasileiras no ENEM é de 525 pontos, mas 91% das escolas públicas estavam abaixo da média. Tendo em mente tais dados, e sabendo que em abril de 2020, o IBGE revelou que 25% da população brasileira ainda não tem acesso a internet, evidencia-se o problema do EaD: o aumento da discrepância entre estudantes de alto poder aquisitivo e aqueles que vivem na margem da sociedade.

Por conseguinte, essa diferença impacta no ENEM e na aplicação de inúmeros outros vestibulares. O INEP, que organiza o Exame Nacional do Ensino Médio, estava relutante em adiar a aplicação da prova, e acabou cedendo somente depois de inúmeras revoltas e baixo-assinados. Tal posicionamento demonstra, além da falta de consciência do órgão público sobre a realidade do Brasil, a elitização de um exame que, em tese teria que ser aplicado sob estudantes com as mesmas condições de ensino.

Desse modo, diante dos fatos acima mencionados, torna-se claro o problema do acesso à internet no Brasil, sobretudo para quem estuda em meio a uma pandemia. Para diminuir os efeitos dessa desigualdade, o Governo Federal juntamente com o INEP  e outros grandes vestibulares devem cancelar as provas que seriam aplicadas em 2020, divulgando tal informação pelos veículos de informação. Assim, os estudantes conseguirão se preparar melhor tanto em relação à conteúdos, quanto ao emocional, e assim obterão notas melhores.