O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 14/07/2020

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que a falta de acesso à internet apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização do livro de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflito na esfera social, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Primeiramente, é essencial pontuar que esse impasse deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, o país se encontra em situação crítica quanto ao acesso à rede, cerca de 30% da população está ‘’desconectada’’, isso gera um enorme abismo na educação do país, o qual enfrenta uma pandemia, como resultado dessa situação, os estudos são guiados principalmente via internet. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a internet como um novo indicador de desigualdade. Partindo desse pressuposto, vale salientar que o Brasil é o nono na economia mundial, mas, de nada vale esse título, se em questões básicas falha de forma deplorável .Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que em plena a segunda dezena do século XXI, mais da metade dos brasileiros não possuem um computador em casa para estudar ou trabalhar, e mesmo assim parte do governo apoia o ensino da educação via EAD(Ensino a distância), mesmo com essa tecnologia anos-luz do povo brasileiro com baixa disponibilidade financeira.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessa forma, com o intuito de diminuir a desigualdade, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Ciência e Tecnologia, será revertida em leis e projetos de popularização do acesso à internet nas camadas mais carente da sociedade, através do poder Legislativo regulamento essas propostas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo desse problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.